Suprema Corte dos EUA suspende proibição à alfafa transgênica

Lavoura de algodão transgênico (arquivo)
Image caption Mais de 80% da soja, do milho e do algodão cultivado nos EUA são transgênicos

A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou nesta segunda-feira a gigante da biotecnologia Monsanto a retomar a venda de sementes de alfafa geneticamente modificada, proibida por três anos.

Esta foi a primeira decisão do tribunal envolvendo plantações de transgênicos, embora os juízes não tenham se manifestado sobre segurança ambiental das plantações.

A decisão – por sete votos contra um – põe fim à proibição do plantio da alfafa transgênica até a conclusão de estudos do governo federal sobre o impacto ambiental do plantio.

A proibição havia sido imposta em 2007 por juiz distrital e posteriormente foi confirmada por uma corte federal.

Revisão ‘prematura’

Em sua defesa na Suprema Corte, a Monsanto alegou que, antes de qualquer decisão judicial, seria preciso esperar os resultados dos estudos a cargo do departamento de agricultura americano – argumento acolhido pelos juízes.

"Qualquer revisão judicial neste momento é prematura”, afirmou a Suprema Corte.

Os consumidores e as autoridades nos Estados Unidos vêm acolhendo os transgênicos com entusiasmo bem maior que do que na Europa, onde é grande a resistência aos alimentos geneticamente modificados.

Mais de 80% da soja, do milho e do algodão cultivados nos Estados Unidos são transgênicos.

A alfalfa, utilizada sobretudo na alimentação de gado, é a quarta maior cultura agrícola americana, segundo a Monsanto.

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