Ex-motorista de Bin Laden se diz culpado em julgamento de Guantánamo

Soldado americano guarda corredores em Guantánamo (arquivo)
Image caption Atualmente a prisão de Guantánamo está com 181 prisioneiros

O ex-chef de cozinha e motorista do líder da rede Al Qaeda, Osama bin Laden, afirmou que é culpado de conspiração e apoio ao terrorismo nesta quarta-feira em um julgamento na base militar de Guantánamo.

O sudanês Ibrahim al-Qosi, de 50 anos, também admitiu que trabalhava como guarda-costas de Bin Laden no Afeganistão e evitou que as forças dos Estados Unidos o capturassem naquele país.

O réu se declarou culpado mediante um acordo, os detalhes deste acordo ainda não foram divulgados.

Qosi está preso em Guantánamo, Cuba, há oito anos e sua condenação é a primeira da polêmica corte militar durante o governo de Barack Obama.

O ex-motorista de Bin Laden foi detido no Afeganistão em 2001 e transferido para Guantánamo em 2002. Ele poderá ser condenado à prisão perpétua.

No entanto, ele também poderá ser sentenciado à pena já cumprida em Guantánamo.

Os Estados Unidos atualmente mantêm 181 prisioneiros em Guantánamo.

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