Ex-chefe da polícia secreta de Pinochet pega 20 anos de prisão

Augusto Pinochet (arquivo)
Image caption Contreras foi chefe da temida polícia secreta de Pinochet

A Suprema Corte do Chile condenou nesta quinta-feira o ex-diretor da polícia secreta do país durante o regime do general Augusto Pinochet (1973-1990) a 20 anos de prisão pelo envolvimento em duas mortes em 1974.

O general da reserva Manuel Contreras, de 81 anos, recebeu 17 anos de prisão pelos assassinatos do general Carlos Prats e de sua mulher, Sofia Cuthbert, em um atentado a bomba. Além disso, Contreras também foi sentenciado a outros três anos de prisão por associação ilícita no caso.

Prats e Cuthbert estavam dentro de um carro que explodiu no mês de setembro de 1974 em Buenos Aires, capital da Argentina.

O general Prats foi comandante do Exército no governo do presidente socialista Salvador Allende, alvo do golpe militar liderado por Pinochet, em 1973.

Investigações anteriores indicaram que o caso fez parte da chamada Operação Condor, com a atuação conjunta de militares de países do Cone Sul no período dos regimes militares na região, na década de 70 e parte da década de 80.

'Satisfeita'

Além do general da reserva, foram condenados outras oito pessoas por envolvimento com as mortes.

Logo depois da sentença, o Exército divulgou uma declaração publica, se solidarizando com a família Prats e repudiando o “ato criminoso” que “manchou a instituição” militar.

Também nesta quinta-feira, a Justiça argentina condenou um dos ex-chefes do Exército durante o período militar no país.

O general da reserva Luciano Benjamin Menéndez foi condenado à prisão perpétua pelo desaparecimento de 22 pessoas na província argentina de Tucumán.

A condenação desta quinta-feira foi a segunda prisão perpétua que Menéndez recebeu por crimes contra a humanidade. A Justiça condenou ainda o ex-chefe da inteligência policial daquele período, Roberto Albornoz, também a pena máxima.

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