BP trocará cápsula para tentar conter vazamento de petróleo no Golfo do México

Vazamento
Image caption Governo americano estima que entre 35 e 60 mil barris estejam vazando diariamente

A empresa petroleira BP deverá começar neste final de semana a substituir a cápsula usada para tentar conter o vazamento de petróleo no Golfo do México.

A empresa espera que a nova cápsula aumente significativamente a quantidade de óleo sendo capturado do fundo do mar.

Enquanto a peça estiver sendo trocada, no entanto, o petróleo vazará sem contenção.

Robôs da BP poderão começar a remover a atual cápsula já neste sábado, segundo o almirante Thad Allen, comandante da Guarda Costeira americana.

Segundo ele, o fluxo de óleo voltaria a ser parcialmente contido na segunda-feira. Até lá, centenas de milhares de barris de petróleo poderão vazar.

“Nós temos uma chance significativa de reduzir dramaticamente o óleo que está sendo liberado no meio-ambiente e talvez de fechar o poço completamente na próxima semana”, disse.

Solução

Segundo correspondentes, a BP tem esperança de que a nova cápsula conseguirá capturar quase todo o petróleo que vaza.

A BP continua trabalhando no que espera ser a solução final para o problema, perfurando dois poços sob o leito do mar para interceptar e bloquear o vazamento.

No momento acredita-se que a empresa esteja conseguindo conter apenas metade do óleo.

O governo americano estima que entre 35 e 60 mil barris estejam vazando diariamente.

A BP está aproveitando a previsão de uma semana de intervalo na temporada de tempestades para fazer as mudanças.

A empresa também planeja usar mais um navio na operação.

Os novos esforços para conter a catástrofe ambiental ocorrem quando um dos parceiros da BP no poço se recusou a pagar sua parte nos custos da operação.

A Anadarko, baseada na cidade americana de Houston, é dona de 25% do poço Macondo. A BP pediu para que a empresa pague US$ 272 milhões (R$ 478 milhões).

Mas a Anadarko disse que vai segurar o pagamento.

A BP respondeu dizendo que está “decepcionada” que a empresa “falhou em cumprir suas obrigações”.

Outra firma que tem participação no projeto, a Mitsui Oil Exploration também se recusou a ajudar nos custos da operação de contenção do vazamento.

A BP já gastou mais de US$ 3,1 bilhões (R$ 5,4 bilhões) depois que a plataforma Deepwater Horizon explodiu em abril - e concordou em criar um fundo de US$ 20 bilhões para processos de indenização e custos de limpeza.

O presidente americano Barack Obama disse que o vazamento é o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

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