Estados Unidos

EUA anunciam nova suspensão de exploração de petróleo em águas profundas

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O Departamento do Interior dos Estados Unidos determinou nesta segunda-feira uma nova suspensão da exploração de petróleo em águas profundas no país.

Ao anunciar a decisão, o secretário do Interior, Ken Salazar, disse que é preciso interromper as operações até que as empresas implementem medidas de segurança para reduzir riscos de acidentes e estejam preparadas para conter vazamentos como o que ocorre no Golfo do México desde 20 de abril, após a explosão de uma plataforma operada pela petroleira britânica BP.

“Mais de 80 dias depois do início do vazamento da BP, uma pausa nas perfurações em águas profundas é essencial e adequada para proteger as comunidades, o litoral e a vida selvagem do risco que a exploração em águas profundas representa no momento”, disse o secretário.

Segundo o Departamento do Interior, a decisão é apoiada em dados que indicam que a permissão de novas operações de exploração de petróleo em águas profundas representaria riscos ao ambiente costeiro, marítimo e humano.

“Estou baseando minha decisão nas evidências, a cada dia maiores, da incapacidade das empresas que operam em águas profundas de conter rupturas catastróficas, responder a um eventual vazamento de petróleo, e operar de maneira segura”, afirmou Salazar.

Garantias

A nova suspensão deverá permanecer em vigor até 30 de novembro.

Em maio, o governo americano já havia determinado uma suspensão de seis meses na exploração em águas profundas, válida para profundidades superiores a 500 pés (152 metros).

Essa medida, porém, foi derrubada por um juiz federal no fim do mês passado, depois de intenso lobby da indústria petroleira.

O Departamento do Interior afirmou que a decisão desta segunda-feira está baseada em novos dados relativos à preocupação quanto à segurança das operações em águas profundas.

Segundo o governo, ao contrário da suspensão anterior, baseada na profundidade das operações, a nova medida tem como base configurações e tecnologias usadas na exploração em águas profundas e deixa aberta a possibilidade de retomada das operações, caso as empresas comprovem determinadas garantias de segurança.

“Eu permaneço aberto a modificar a nova suspensão de exploração em águas profundas baseado em novas informações”, disse o secretário.

Segundo Salazar, porém, para que isso ocorra, as indústrias devem responder a questões fundamentais sobre segurança, prevenção, contenção e resposta a vazamentos de petróleo.

Reação

Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, uma das principais entidades representativas da indústria petroleira, o American Petroleum Institute (Instituto Americano do Petróleo), disse que a nova suspensão é desnecessária e vai custar empregos.

“É desnecessária e míope”, disse presidente da entidade, Jack Gerard, ao afirmar que o governo já impôs diversos pré-requisitos de segurança adicionais, apoiados pela indústria.

“(A suspensão) coloca os empregos de dezenas de milhares de trabalhadores em sério e imediato risco e promete uma substancial redução na produção de energia doméstica”, afirmou Gerard.

O vazamento de petróleo no Golfo do México é o pior desastre ambiental da história americana e permanece sem solução. Desde a explosão da plataforma Deepwater Horizon, diversas estratégias para conter o fluxo de petróleo fracassaram.

Nesta segunda-feira, a BP anunciou ter instalado com sucesso um dispositivo para tentar capturar o óleo que continua vazando no poço do Golfo do México.

A empresa disse esperar que o dispositivo consiga recolher o óleo antes que ele vaze para o mar.

Segundo a empresa, no entanto, este tipo de dispositivo nunca foi usado em grandes profundidades e a “sua eficiência e habilidade de conter o óleo e o gás não podem ser garantidas”.

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