Austrália

DNA pode identificar homem que matou família há 40 anos

Elmer Crawford

Polícia divulgou foto de Elmer Crawford em 2008

A polícia australiana deverá realizar exames de DNA de dois supostos parentes de um dos assassinos mais procurados do país para resolver um mistério de mais de 40 anos.

A polícia quer verificar se um corpo não identificado encontrado em um hospital do Texas, nos Estados Unidos, em 2005, é o de Elmer Cawford, procurado pelo assassinato brutal de sua mulher e de seus três filhos em Glenroy, subúrbio de Melbourne, em 1970.

Crawford desapareceu logo após eletrocutar a mulher Theresa, 35 anos, e os filhos do casal Kathryn, 13 anos, James, 8, e Karen, 6. Theresa estava grávida do quarto filho.

Depois de eletrocutá-los, Crawford teria martelado os corpos e colocado os quatro em um carro, que ele jogou do alto de um penhasco.

Depois que um inquérito policial concluiu, em 1971, que ele teria assassinado sua família, Crawford passou a ser o homem mais procurado da Austrália.

Crawford nasceu na Irlanda, cresceu no Canadá e imigrou para a Austrália no início dos anos 50.

Após um apelo feito pela polícia em 2008, quando foram divulgadas uma fotografia de Crawford e uma foto retocada mostrando como seria o seu rosto atualmente, é que sua identidade foi ligada a um corpo que estava guardado em um hospital nos Estados Unidos desde 2005, aguardando sua identificação.

Uma pessoa entrou em contato com a polícia australiana, afirmando que conhecia o criminoso e que ele havia morrido em um hospital do Texas.

A polícia australiana e o FBI compararam separadamente, por fotografias, as feições do corpo não identificado no hospital americano, em St. Angelo, e concluíram que o corpo muito provavelmente seria o de Crawford.

Confiantes

"Estamos confiantes de que o corpo é de Elmer Crawford", disse à imprensa australiana o sargento Damien Jackson. "É por isso que agora estamos procurando parentes próximos dele, para realizar um exame de DNA e confirmar a conclusão."

A polícia australiana apelou para que parentes próximos de Crawford se apresentassem para que fosse colhido DNA com o objetivo de determinar se o corpo é mesmo do criminoso.

Segundo o jornal australiano Herald Sun, um homem entrou em contato com a polícia australiana afirmando que havia dois parentes próximos de Crawford vivendo na Irlanda do Norte.

Segundo o Herald Sun, a polícia teria dito que o homem forneceu detalhes suficientes que sugerem que a informação seja verdadeira.

Uma outra mulher, Betty Ansits, de West Palm Beach, na Flórida, também se apresentou, afirmando ser meia-irmã de Crawford, informou a imprensa australiana.

Ela disse que descobriu há pouco tempo que sua mãe teve um filho antes dela, fora do casamento, e que a criança foi entregue a parentes na Irlanda.

Segundo a polícia, no entanto, nem todos os detalhes apresentados por Ansits correspondem às informações que a polícia tem sobre Crawford.

Uma outra mulher, Trisha Crawford, que vive em Cambridge, na Inglaterra, também se apresentou, afirmando ser filha do criminoso.

Trisha, que nunca conheceu o criminoso, disse que começou a procurar seu pai biológico nos anos 80, quando descobriu que ele havia sido condenado pela morte de sua mulher e três filhos na Austrália.

Ela disse à rádio Fairfax, na Austrália, que sua mãe lhe disse que ela tinha nascido após um caso extra-conjugal com um homem chamado Elmer Crawford.

A polícia ainda não colheu material genético de nenhum dos supostos parentes de Crawford e quer determinar o grau de parentesco antes de realizar os exames.

O suposto Elmer Crawford teria morrido de ataque cardíaco nos Estados Unidos, e não foi possível comparar suas impressões digitais porque as pontas dos dedos do cadáver estavam danificadas nas pontas.

De acordo com o sargento Jackson, o homem "claramente não queria ser identificado". As autoridades americanas também não sabiam quem ele era.

O corpo também apresentava alguns documentos diferentes de identidade, informou a polícia.

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