Oriente médio

União Europeia pede abertura da fronteira de Gaza

Esta foi a segunda visita de Ashton à Gaza em seis meses

Israel deve fazer além de relaxar o bloqueio à Faixa de Gaza mas abrir as fronteiras do território palestino, disse neste domingo a ministra das Relações Exteriores da União Europeia, Catherine Ashton.

"A posição da União Europeia é muito clara: queremos as pessoas tenham liberdade de movimento e que tenham a liberdade de ver mercadorias não apenas entrando em Gaza, mas também sendo exportadas do território", disse ela em sua segunda visita em seis meses.

Ashton é a mais alta autoridade ocidental a visitar Gaza desde o início do bloqueio, em 2007, após o grupo Hamas ter assumido o controle do território.

"Esta será a posição que discutiremos com o governo israelense além de nos certificarmos de que estamos pressionando corretamente a comunidade internacional", completou.

Israel

A diplomata não deve encontrar-se durante a visita com representantes do Hamas, cuja autoridade a União Europeia, Estados Unidos e Israel não reconhecem.

Ashton visitou a cidade israelense de Sderot, alvo frequente de foguetes palestinos. Ela deve encontrar-se ainda no domingo com o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu.

O correspondente da BBC em Gaza Jon Donnison diz que a economia do território foi devastada pelo bloqueio, as exportações foram proibidas e o desemprego chega a 40%.

Desde o relaxamento do bloqueio mais itens alimentícios têm aparecido nas lojas de Gaza, mas a ONU diz que apenas uma fração dos materiais de construção necessários chegam ao território palestino.

A ONU diz que o bloqueio impediu muito do trabalho de reconstrução após operações militares israelenses de janeiro de 2009.

O porta-voz do governo israelense Yuli Edelstein disse esperar que, após sua visita, Ashton entenderia que "não há crise humana em Gaza".

"(Israel) fez todo o possível em relação a auxílio humanitário para a população civil da Faixa de Gaza. Ao mesmo tempo, é do interesse de todos que não desejam ver outra rodada de violência na área que o governo do Hamas não tenha acesso a armas e munição", disse ele.

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