América Latina

Político cubano indica que país pode libertar mais dissidentes

Prisioneiros cubanos chegam a aeroporto de Madri, Espanha (foto: AP)

Um grupo de 11 prisioneiros cubanos já chegou a Madri

O presidente da Assembleia Nacional de Cuba, Ricardo Alarcón, indicou nesta terça-feira que o governo do país poderá libertar mais dissidentes além dos 52 anunciados no começo de mês.

Alarcón, que está participando de uma conferência em Genebra, afirmou que estes prisioneiros libertados poderiam ficar em Cuba, se quisessem.

"Ficou muito claro, a partir das discussões, que o governo deseja libertar todas as pessoas" sob a condição de que eles não tenham sido acusados de assassinato, afirmou ele, de acordo com a agência de notícias AFP.

Vários dos prisioneiros foram condenados por participar de uma série de explosões contra o governo de Fidel Castro na década de 90.

Mais prisioneiros

Cuba concordou em libertar os 52 dissidentes no início do mês depois de um acordo fechado entre o governo cubano, a Igreja Católica e diplomatas espanhóis, que prevê a libertação gradual do grupo.

Onze dissidentes chegaram à Espanha na semana passada e mais nove devem chegar ao país nesta semana.

De acordo com o correspondente da BBC em Havana Michael Voss, os 52 prisioneiros cuja libertação já foi garantida foram presos durante uma grande operação do governo de Cuba em 2003.

Mas, segundo a Comissão de Direitos Humanos de Cuba, um órgão não-oficial, existem mais de cem outros prisioneiros políticos na ilha. E nenhum destes foi incluído no último acordo.

Mesmo assim, de acordo com Voss, as libertações do primeiro grupo estão ocorrendo mais rápido do que se esperava.

Alguns dos prisioneiros já afirmaram que não querem ser enviados para outro país, como condição para a libertação. A Igreja afirma que apenas 20 dos 52 aceitaram a oferta de exílio na Espanha.

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