Vazamento de dossiê preocupa, mas não traz novidades, diz Obama

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Image caption Obama diz que estava ciente dos desafios das operações no Afeganistão

O presidente americano, Barack Obama, disse nesta terça-feira que o vazamento de cerca de 91 mil documentos secretos publicados sobre a Guerra no Afeganistão é preocupante, mas não revela informações novas.

As primeiras declarações de Obama desde que os documentos foram publicados ocorreram no mesmo dia em que o Pentágono afirmou que vai investigar quem foi o responsável pelo vazamento.

"Ao mesmo tempo em que me preocupo com a divulgação de informação sigilosa dos campos de batalha que podem potencialmente colocar em risco pessoas ou operações, o fato é que esses documentos não revelam nenhum assunto que não tenha sido debatido em público a respeito do Afeganistão", disse ele em Washington.

"Na realidade, eles apontam para os mesmos desafios que me levaram a conduzir uma grande revisão de nossa política no último outono (primavera no hemisfério sul)."

"Por sete anos fracassamos na tentativa de implementar uma estratégia adequada para enfrentar o desafio nesta região. Por isso aumentamos substancialmente nosso compromisso e insistimos que os governos afegão e paquistanês prestem mais contas", disse Obama.

Image caption Dossiê do Wikileaks contém mais de 91 mil documentos

Investigação

Um porta-voz do Pentágono disse que o departamento lançou uma "investigação muito robusta" para descobrir quem causou o vazamento.

O Exército também iniciou seu próprio inquérito sobre o incidente.

O site Wikileaks afirma que os milhares de documentos foram feitos após batalhas ou pelo serviço secreto, a maioria entre 2004 e 2009, a partir de conversas de rádio transcritas.

Os arquivos trazem novas informações sobre Osama Bin Laden, embora os Estados Unidos digam que não surgem informações confiáveis a seu respeito "há anos".

Documentos dizem que ele esteve em um encontro na cidade paquistanesa de Quetta em 2006 e, ao lado do líder do Talebã deposto pelos Estados Unidos em 2001, mulá Omar, organizava atentados suicidas no Afeganistão.

Leia mais: Documentos vazados trazem informações sobre Bin Laden

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