Confronto entre Israel e Líbano eleva tensão na fronteira

Soldados israelenses são retirados de helicóptero
Image caption Os dois lados dão relatos diferentes sobre o que aconteceu

Um tiroteio entre militares do Líbano e de Israel na fronteira teria deixado pelo menos cinco mortos nesta terça-feira, nos piores choques entre os dois países desde a campanha militar israelense contra o grupo militante Hezbollah, no sul libanês, em 2006.

Os dois países trocam acusações de responsabilidade pelo tiroteio, em que morreram pelo menos três soldados e um jornalista libaneses e um oficial israelense.

O Líbano alega que o incidente começou depois que tropas israelenses cruzaram a fronteira para cortar uma árvore que estaria bloqueando a visão de suas câmeras de monitoramento.

Mas as Forças Armadas israelenses dizem que seus homens não cruzaram a "linha azul" – a fronteira reconhecida internacionalmente entre os dois paises – , quando foram atacados por homens vestindo uniformes militares do Líbano.

Leia mais na BBC Brasil: Líder do Hezbollah adverte Israel sobre novos confrontos

‘Consequências’

"Israel considera o governo libanês responsável por este sério incidente" disse o chanceler israelense Avigdor Lieberman, que ameaçou o país vizinho com "consequências" caso a violência continue.

O país deve agora apresentar uma queixa relativa ao incidente ao Conselho de Segurança da ONU.

Por meio de um comunicado, o premiê libanês, Saad Hariri, condenou a "agressão" israelense e disse que a soberania libanesa foi violada.

Militares libaneses dizem que dispararam tiros de advertência para os militares de Israel não arrancarem a árvore em território libanês que estaria bloqueando a visão israelense da cidade de libanesa de Adaysseh.

Ainda segundo militares do Líbano, Israel respondeu com tiros de artilharia.

ONU

O Conselho de Segurança da ONU teve nesta terça-feira uma reunião para discutir episódio.

O órgão manifestou preocupação com os acontecimentos e pediu a israelenses e palestinos que mostrem comedimento.

Em um comunicado, o grupo palestino Hamas manifestou solidariedade para com o Líbano e pediu para que a ONU "assuma a responsabilidade de conter Israel".

Os choques na fronteira entre Israel e Líbano aconteceram um dia depois de foguetes, supostamente disparados do Egito contra o balneário israelense de Eilat, mataram uma pessoa no porto jordaniano de Ácaba, próximo da cidade israelense.

A campanha militar israelense de 2006 no Líbano contra o Hezbollah deixou mais de 1,2 mil mortos do lado libanês e cerca de 160 vítimas fatais no lado israelense.

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