Líder do Hezbollah adverte Israel sobre novos confrontos

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah
Image caption Nasrallah diz que mostrará provas sobre o assassinato de Hariri

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, advertiu Israel nesta terça-feira que, caso voltem a ocorrer confrontos entre soldados do Líbano e de Israel na fronteira, o grupo libanês vai participar dos combates.

Em um discurso transmitido ao país, Nasrallah disse que o Hezbollah não permaneceria em silêncio e "cortaria as mãos israelenses".

"A mão israelense que atacou o Exército libanês será cortada pela Resistência (Hezbollah)", disse Nasrallah.

Ele também prestou homenagem aos soldados libaneses mortos nos confrontos desta terça-feira na fronteira com Israel.

O tiroteio entre militares do Líbano e de Israel deixou pelo menos cinco mortos - três soldados e um jornalista libaneses e um oficial israelense.

Estes foram piores choques entre os dois países desde a campanha militar israelense contra o Hezbollah, no sul libanês, em 2006.

Leia mais: Confronto entre Israel e Líbano eleva tensão na fronteira

Hariri

O líder do Hezbollah acusou Israel de estar por trás do assassinato do ex-premiê do Líbano, Rafik Hariri, em 2005.

Ele revelou que voltará a fazer um novo discurso no dia 9 de agosto quando revelará provas da culpa de Israel no caso.

"Na próxima coletiva, eu vou apresentar evidências de que Israel matou Hariri. Eu revelarei segredos importantes sobre o trabalho do Hezbollah", declarou Nasrallah.

O líder do grupo xiita também salientou que as evidências seriam apresentadas ao governo libanês para provar o envolvimento de Israel no assassinato de Hariri.

Nasrallah falou sobre os rumores de que o Tribunal Especial da ONU (Organizações Nações Unidas) que investiga a morte de Hariri indiciaria membros do Hezbollah pela suposta participação no crime.

Ele acusou o tribunal de servir aos interesses dos Estados Unidos e Israel e de ser manipulado por estes países e salientou que o Hezbollah quer a verdade e a justiça, mas rejeita o tribunal por este estar “politizado”.

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