Estados Unidos indiciam 14 acusados de colaborar com rebeldes somalis

O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, durante pronunciamento nesta quinta-feira (Getty Images, 5 de agosto)
Image caption Holder afirmou que cresce número de indivíduos atraídos pelo extremismo

O governo americano anunciou nesta quinta-feira o indiciamento de 14 acusados de colaborar com o grupo rebelde somali Al-Shabab, organização que tenta derrubar o governo da Somália e que teria ligações com a Al-Qaeda.

Em quatro diferentes indiciamentos, realizados nos Estados de Minnesota, Alabama e Califórnia, as 14 pessoas são acusadas de enviar homens, dinheiro e prestar serviços para o Al-Shabab, grupo que também seria responsável por um atentado à bomba em Uganda, realizado em julho.

A maior parte dos indiciados é de cidadãos americanos de origem somali. Entre eles estão dez homens de Minnesota que teriam viajado à Somália para integrar o Al-Shabab.

Quatro dos acusados tiveram a identidade revelada. Entre eles estão Shafik Hammani, ex-residente do Estado de Alabama, e Jehad Serwan Mostafa, que morava da Califórnia. Ambos são acusados de providenciar apoio material ao Al-Shabab.

Também tiveram a identidade revelada Amina Farah Ali e Hawo Mohamed Hassan, somalis de cidadania norte-americana presas na quinta-feira sob acusação de angariar fundos para o Al-Shabab entre comunidades somalis nos Estados Unidos e Canadá.

Para isso, segundo a promotoria, a dupla alegava que o dinheiro seria enviado para ajudar os pobres da Somália.

Investigações

Os indiciamentos são resultados de uma investigação de dois anos realizada pelo FBI, a polícia federal americana, para apurar o envolvimento de americanos de ascendência somali nas atividades do Al-Shabab.

O secretário de Justiça americano, Eric Holder, afirma que, até agora, 19 pessoas já foram acusadas de colaborar com o grupo somali – da qual nove estão presos. Ele diz também que cinco dos detidos se declararam culpados.

“Os indiciamentos divulgados hoje mostram que um crescente número de indivíduos, incluindo cidadãos americanos, vêm sendo cativados pela ideologia extremista e agindo com objetivos terroristas, seja nos Estados Unidos ou no exterior”, afirmou Holder nesta quinta-feira.

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