Senado dos EUA confirma Kagan para a Suprema Corte

Elena Kagan, escolhida para a Suprema Corte dos EUA
Image caption Kagan é a 1ª indicada em anos a não ter experiência como juíza

O Senado Americano confirmou nesta quinta-feira o nome de Elena Kagan para a Suprema Corte, o tribunal de mais alta instância do país.

A nomeada pelo presidente Barack Obama foi aprovada por 63 a 37 para a vaga que pertencia a juiz John Paul Stevens, que anunciou sua aposentadoria no mês passado.

Kagan não deve alterar o balanço ideológico da corte, onde Stevens era considerado o líder dos liberais.

Mas integrantes dos partidos Republicano e Democrata divergiram sobre sua nomeação, com os primeiros dizendo que Kagan seria uma liberal que não conseguiria ser imparcial.

Os democratas argumentaram que a mais jovem integrante da Suprema Corte é uma acadêmica altamente qualificada.

Histórico

Kagan será a terceira mulher na atual composição da Suprema Corte, e a primeira integrante em quase 40 anos a não ter atuado como juíza, fato que provocou algumas críticas.

Considerada liberal em muitas de suas posições, Kagan tem um histórico de defesa dos direitos dos homossexuais que, segundo alguns analistas, poderá preocupar os republicanos no Senado.

Kagan foi reitora da Faculdade de Direito de Harvard e atuou como conselheira do governo do presidente Bill Clinton de 1995 a 1999.

No ano passado, se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo de advogada-geral da Presidência, encarregada de defender as posições de Obama na Suprema Corte.

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