EUA aprovam US$ 16,1 bi para manter emprego de servidores

Barack Obama
Image caption Obama pediu a aprovação da medida aos congressistas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sancionou nesta terça-feira a liberação de US$ 26,1 bilhões para os Estados do país, o que permitirá que cerca de 300 mil empregos sejam mantidos.

Acredita-se que milhares de professores, policiais e bombeiros que estavam com os empregos ameaçados venham a ser beneficiados pelas verbas.

A maior parte do dinheiro, US$ 16,1 bilhões, será repassada aos Estados para manter a assistência médica para pessoas de baixa renda. Dessa forma, os governos estaduais passam a ter dinheiro para outras prioridades orçamentárias, como o pagamento de salários de policiais e outros funcionários públicos que poderiam perder o emprego.

Os outros US$ 10 bilhões vão para a educação e devem garantir os empregos de muitos professores.

O pacote de ajuda havia sido aprovado também nesta terça-feira pela Câmara dos Representantes (deputados federais), que foram chamados para uma sessão de emergência, menos de duas semanas após o início do recesso de verão.

Apelo

Com a crise financeira, os Estados americanos foram obrigados a cortar muitos gastos. Mesmo assim, enfrentam dificuldades para fechar as contas – o que levou ao temor de que fossem obrigados a eliminar empregos de servidores.

Os US$ 26,1 bilhões virão da eliminação de brechas tributárias exploradas por multinacionais e da redução de vales destinados às famílias americanas para que comprem alimentos, emitidos como parte do pacote de estímulo econômico aprovado no ano passado.

“Com o apertar de um botão, cada um de nós vai ajudar a criar mais de 300 mil empregos, salvar mais de 300 mil empregos em todo o país. Esses são empregos, as pessoas são consumidoras, é importante para nossa economia que elas estejam empregadas”, disse a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, antes da votação.

Obama também já havia dito aos congressistas que, se eles não fizessem alguma coisa, muitos professores não voltariam a dar aulas no segundo semestre.

Os republicanos criticaram as medidas como um exemplo dos gastos exagerados do governo. O partido deve explorar esta percepção do eleitorado na campanha para as eleições de novembro para o Congresso.

A medida foi aprovada por pequena maioria no Senado na semana passada.

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