Manifestantes encerram protesto na Bolívia

Protesto em Potosí (foto de arquivo)
Image caption Protestos paralisaram e isolaram Departamento de Potosí por 19 dias

Após 19 dias de protestos que paralisaram e isolaram o departamento (Estado) de Potosí, na Bolívia, líderes da manifestação anunciaram nesta segunda-feira o fim do movimento.

Segundo informações divulgadas pela Rádio Erbol, de La Paz, e pela Agência Boliviana de Informação (ABI, que é oficial), o protesto foi encerrado após entendimento entre os manifestantes e o governo do presidente Evo Morales.

O ministro da Presidência da Bolívia, Oscar Coca, afirmou em entrevista à imprensa que o governo teria atendido às reivindicações dos moradores de Potosí.

“As demandas foram atendidas, e agora esperamos que tudo volte à normalidade”, afirmou Coca.

Entre as demandas dos habitantes de Potosí estão a construção de um aeroporto, de uma estrada e a formação de uma comissão que analisará a disputa territorial entre o departamento e o vizinho Oruro, terra de Morales.

Montanha

O líder do protesto de Potosí, Celestino Condori, afirmou, na semana passada, que uma montanha rica em minerais, que seria deste departamento, vinha sendo explorado pelos moradores de Oruro.

Após acordo com o governo, Condori pediu aos manifestantes a suspensão dos bloqueios das estradas e da greve de fome coletiva, que incluiu mineiros, comerciantes e professores universitários.

De acordo com o jornal El Potosí, Condori e sua comitiva foram recebidos com festa nas ruas da capital do departamento, após o entendimento com o governo.

Potosí é conhecido por suas riquezas mineirais, por seus altos índices de pobreza e pelo Salar de Uyuni, definido como a maior planície salgada do mundo.

No inicio dos protestos um grupo de 25 turistas não pode sair da cidade. Entre eles, ingleses, franceses e argentinos. Não havia brasileiros no grupo, segundo o setor de turismo local.

No fim de semana, 24 pessoas ficaram feridas em confrontos registrados nos protestos.

Notícias relacionadas