Polícia cerca ônibus com reféns nas Filipinas

O ônibus sequestrado em Manila
Image caption Ex-policial demitido fez refens exigindo emprego de volta

A polícia das Filipinas cercou nesta segunda-feira o ônibus onde um ex-policial armado com um fuzil M-16 mantém refém dezenas de turistas em um ônibus na capital, Manila.

O homem, um detetive expulso da corporação por acusações de roubo e de tráfico de drogas, exige seu emprego de volta para libertar os reféns, segundo a imprensa local.

A polícia cercou o ônibus assim que ouviu tiros sendo disparados lá dentro. Ainda não há confirmação sobre o que aconteceu.

A polícia afirma que cerca de 25 pessoas foram feitas reféns no fim do domingo. O ex-policial libertou nove pessoas, mantendo outras 16 pessoas ainda no ônibus.

Na segunda-feira, o sequestrador colocou uma placa na janela do ônibus, afirmando que a crise seria resolvida até as 3h da tarde de segunda-feira (4h da manhã, no horário de Brasília). No entanto, o prazo já expirou, e nada aconteceu.

O ex-policial estaria cooperando com a polícia e as negociações continuam. O superintendente-chefe da polícia, Erwin Margarejo, porta-voz da polícia de Manila, disse que o uso da força seria "um último recurso".

Dentre as pessoas que foram feitas reféns, 22 seriam turistas de Hong Kong, e três, filipinos - o motorista, um guia e um fotógrafo.

O ônibus estava parado em Parque Luneta, no centro de Manila, quando o homem chegou. O veículo foi levado por uma estrada que corta o parque.

"Ainda estamos tentando determinar em que circunstâncias o sequestro aconteceu", disse o comandante de polícia Leocadio Santiago à rádio local. "Há crianças e adultos no ônibus", disse ele, acrescentando que o sequestrador tinha um fuzil M-16

O ex-policial foi identificado como Rolando Mendoza, um ex detetive de polícia demitido em 2008. Ele teria pedido carona ao motorista do ônibus, antes de sequestrar o veículo.