Série de ataques mata pelo menos 50 no Iraque

Homem senta-se em local atacado em Bagdá nesta quarta-feira (Reuters, 25 de agosto)
Image caption Violência é registrada dias antes de retirada oficial de tropas dos EUA

Pelo menos 50 pessoas morreram e outras 250 ficaram feridas em uma série de ataques a bomba que atingiram diversas cidades do Iraque nesta quarta-feira.

Foram registradas pelo menos 12 explosões no país, incluindo de carros-bomba, e ataques em estradas.

Um dos piores ataques deixou ao menos 19 mortos na cidade de Kut, no sudeste do país. O atentado teve como alvo uma base da polícia e um prédio do governo.

Na capital, Bagdá, explosões também mataram ao menos 19 pessoas.

Também foram registrados incidentes semelhantes em outras cidades importantes, entre elas Kirkuk, Basra, Ramadi, Karbala e Falluja.

As autoridades apontaram a rede extremista Al-Qaeda como responsável pela série de atentados, embora nenhum grupo tenha assumido sua autoria.

Analistas afirmam que a onda de violência aumenta os temores a respeito da estabilidade do país, pouco antes do encerramento formal das operações de combate americanas no Iraque.

Embora oficialmente as operações de combate dos Estados Unidos terminem em 31 de agosto, a última brigada americana no Iraque já deixou o país na semana passada.

Leia mais na BBC Brasil sobre a retirada americana

Alvos

A maioria dos atentados teve a polícia ou forças de segurança como alvo.

Em Bagdá, um carro-bomba atingiu uma base da polícia no distrito de Qahira, no nordeste da cidade, matando 15 pessoas, a maioria delas policiais.

A explosão teria aberto uma cratera de 3 metros de largura que fez com que casas próximas desabassem. Algumas pessoas ficaram presas nos escombros.

Em outras partes da capital iraquiana, explosões menores mataram outras quatro pessoas.

De acordo com Hugh Sykes, repórter da BBC em Bagdá, o grupo Estado Islâmico do Iraque, um braço da Al-Qaeda, pode estar por trás de algumas das explosões.

Embora os índices de violência no Iraque estejam abaixo do pico registrado durante os ataques sectários entre 2006 e 2007, as mortes de civis aumentaram no último mês de julho.

Ataques praticamente diários contra forças iraquianas e policiais em Bagdá e na Província de Anbar, a oeste da capital, mataram ao menos 85 pessoas nas três primeiras semanas de agosto.

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Na última terça-feira, o governo dos Estados Unidos afirmou que há atualmente 46,7 mil soldados americanos no Iraque.

Mesmo após o fim das operações de combate no fim deste mês, alguns soldados do país permanecerão no Iraque até o final de 2011 para auxiliar forças iraquianas e proteger interesses dos Estados Unidos.

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