Nova Orleans marca 5 anos do furacão Katrina

Menino passa por casas ainda abandonadas em bairro de Nova Orleans
Image caption Nova Orleans ainda tem vários imóveis destruídos e abandonados

Cerimônias com a presença do presidente americano, Barack Obama, devem marcar neste domingo o quinto aniversário da passagem do furacão Katrina, que matou mais de 1.800 pessoas e deixou a cidade de Nova Orleans sob as águas.

Obama deve visitar a cidade e fazer um discurso na Xavier University, que como a maior parte de Nova Orleans foi inundada quando as barragens que protegem a cidade cederam com a força das águas trazidas pela tempestade.

O presidente deve reafirmar aos sobreviventes que retornaram à cidade que está comprometido com a reconstrução de Nova Orleans.

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Centenas de milhares de pessoas perderam suas casas ou foram temporariamente desabrigadas pelas enchentes provocadas pelo Katrina.

No sábado, moradores da cidade vizinha de Chalmette realizaram um enterro simbólico das vítimas do furacão.

'Cicatrização'

Neste domingo estão previstas uma marcha e uma “cerimônia de cicatrização” em um distrito de Nova Orleans onde muitos dos imóveis ainda estão vazios.

Segundo relato da agência de notícias Associated Press, muitas das casas no local ainda têm um círculo pintado em 2005 para indicar que haviam sido examinadas em busca de corpos de vítimas.

“Estou cansado de aniversários’, disse à Associated Press Barbara Washington, de 77 anos, que se mudou para os subúrbios da cidade desde a passagem do furacão. “Sinto falta da minha casa todos os dias. Sinto-me perdida. Mas também sei que estamos melhorando. Somos sobreviventes”, disse.

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Durante a cerimônia de enterro simbólico no sábado, os moradores de Chalmette foram convidados a escrever mensagens de “adeus ao Katrina” e colocá-las em um caixão, que foi depois enterrado.

“Você nos fez mais fortes e nos fez perceber o que é importante na vida. Um dia nos sentiremos melhores”, dizia uma das mensagens.

Segundo dados do censo americano, a população de Nova Orleans, que um ano após a passagem do Katrina havia caído à metade dos 1,3 milhão que tinha em 2005, já está em 90% dos níveis pré-Katrina.

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