EUA impõem novas sanções à Coreia do Norte

Kim Jong-il e Hu Jintao (direita)
Image caption A China quer que a China retome negociações sobre o programa nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta segunda-feira uma ordem executiva em que determina a adoção de novas sanções contra a Coreia do Norte.

As sanções têm como alvo cinco entidades norte-coreanas e três pessoas acusadas de “apoiar o programa de armas de destruição em massa” do país.

De acordo com um comunicado do Departamento do Tesouro, a ordem executiva busca bloquear os ativos dos punidos, “isolando-os do sistemas financeiro e comercial dos Estados Unidos”.

As entidades, na maioria empresas, e indivíduos punidos estariam envolvidos com o comércio de armas, artigos de luxo e narcóticos.

Punição

As novas sanções, que haviam sido prometidas no mês passado pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, foram adotadas depois do aumento de tensão na região após o afundamento de um navio de guerra sul-coreano em março.

A Coreia do Norte foi acusada de envolvimento no incidente, no qual 46 marinheiros sul-coreanos morreram. Pyongyang, porém, rejeitou a alegação.

O governo americano vem pressionando o governo de Pyongyang a abandonar seu programa nuclear e seus esforços para construir armas atômicas.

Entretanto, segundo a correspondente da BBC na ONU Laura Trevelyan, há poucos indícios de que o país asiático está disposto a abandonar suas ambições.

Na prática, as novas sanções foram interpretadas como uma punição pelo suposto envolvido norte-coreano no afundamento do navio sul-coreano, disse ela.

O país já vinha enfrentando sanções impostas pela ONU, que restringiu a venda de equipamento militar e artigos de luxo à Coreia do Norte.

Negociações

Também nesta segunda-feira, o líder norte-coreano Kim Jong-il, disse à China esperar a retomada das negociações para resolver a polêmica envolvendo o programa nuclear do país, afirmou nesta segunda-feira a imprensa chinesa.

Kim encontrou-se com o presidente chinês Hu Jintao na sexta-feira na capital da província de Jilin, Changchun, segundo a agência oficial chinesa Xinhua.

Ele teria dito a Hu que a Coreia do Norte "não deseja ver o agravamento das tensões na península (coreana)" e esperava por uma "retomada em breve" das negociações internacionais sobre o programa nuclear.

As negociações envolvendo Japão, China, Rússia, Estados Unidos e as duas Coreias foram abandonadas em abril de 2009 por Pyongyang.

A China vem pressionando a Coreia do Norte a retomar as negociações desde o aumento da tensão na península coreana com o afundamento do navio sul-coreano.

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