Honduras teme por segurança de 2º sobrevivente de chacina mexicana

Sobrevivente da chacina Freddy Lala
Image caption O equatoriano Lala voltou a seu país nesta terça-feira

O chanceler de Honduras Mario Canahuati disse temer pela segurança de um imigrante hondurenho, o segundo sobrevivente da chacina de 72 pessoas no Estado de Tamaulipas, nordeste do México, depois que o presidente do Equador, Rafael Correa, revelou a existência de mais uma testemunha do massacre.

O ministro hondurenho qualificou como "irresponsáveis" as declarações do mandatário equatoriano.

Há "uma testemunha encoberta que, lamentavelmente, de forma irresponsável, foi revelada por uma pessoa que deveria ter prudência, levando em consideração o risco que pode correr este cidadão e sua família", disse o ministro.

Canahuati disse ter conversado com o imigrante hondurenho e pediu colaboração dos jornalistas.

"Quanto mais informação damos, mais riscos essa pessoa corre ", afirmou.

Revelação

As críticas surgiram depois que o presidente equatoriano revelou, na manhã desta quarta-feira, em Quito, a existência do segundo sobrevivente, além de Freddy Lala, o imigrante equatoriano que sobreviveu ao massacre e denunciou o local da chacina às autoridades mexicanas.

Lala regressou a Quito na terça-feira e teria contado a Correa sobre a existência da segunda testemunha. "Ele (Freddy Lala) contou que houve outro sobrevivente, que não queremos colocar em risco, é um hondurenho", afirmou Correa.

Pouco tempo depois, as autoridades mexicanas confirmaram a existência do segundo sobrevivente.

Até o momento, 31 corpos das 72 vítimas foram identificados. Autoridades atribuem o crime ao grupo de narcotraficantes Los Zetas.

Os corpos de 16 hondurenhos vítimas da chacina foram repatriados nesta quarta-feira.

Brasil

O consulado do Brasil no México afirmou à BBC Brasil que ainda aguarda a liberação do corpo do imigrante Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, natural de Minas Gerais, para tramitar sua repatriação.

A expectativa é de que nesta quinta-feira as autoridades mexicanas autorizem o traslado do corpo.

Um outro brasileiro pode ter sido morto na chacina. O passaporte de Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, foi encontrado no local embora seu corpo ainda não tenha sido identificado.

Faltam por ser identificadas 41 vítimas, do grupo de 72 imigrantes assassinados.

Entre as identificadas também estão 12 salvadorenhos e quatro guatemaltecos.

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