México diz ter encontrado corpo de investigador de chacina

Militares fazem patrulha em Tamaulipas
Image caption Autoridades mexicanas têm mantido a investigação da chacina sob sigilo

O governo do estado mexicano de Tamaulipas acredita ter localizado o corpo de Roberto Suárez Vasquez, o promotor que liderava a investigação sobre as mortes de 72 imigrantes, entre eles dois brasileiros, numa fazenda no estado.

Ao lado do funcionário foi encontrado outro corpo, que a polícia acredita ser de Juan Carlos Suárez Sánchez, secretário de segurança de San Fernando, município onde ocorreu a chacina.

Os dois estavam desaparecidos desde 24 de agosto, quando as mortes das 72 pessoas que pretendiam atravessar a fronteira para os Estados Unidos, foi divulgada.

O corpo de um brasileiro, Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, foi identificado entre as vítimas e os documentos de outro brasileiro, Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, foram encontrados na fazenda.

Documentos e DNA

A Procuradoria de Justiça de Tamaulipas informou que encontrou entre os corpos documentos das duas autoridades mexicanas. Ainda assim, o órgão aguarda o resultado de um exame de DNA para revelar a identidade de ambos.

O anúncio ocorreu horas após a Procuradoria Geral do México confirmar que três participantes da chacina apareceram mortos em Tamaulipas. Segundo a Procuradoria, eles pertenciam ao cartel de narcotraficantes Los Zetas, a quem o massacre foi atribuído.

Organizações civis e governos de países da América Central, de onde provinha a maior parte das vítimas, exigiram uma pronta investigação do caso. O presidente de El Salvador, Mauricio Funes, anunciou que se reunirá nesta semana com o colega mexicano, Felipe Calderón, para tratar da chacina.

As autoridades mexicanas vêm mantendo as investigações em sigilo, mas algumas informações têm vindo à tona em declarações feitas fora do país.

A Procuradoria mexicana, por exemplo, disse inicialmente que só uma pessoa sobrevivera à chacina, um equatoriano. Mas o presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou que havia outro sobrevivente, proveniente de Honduras.

Após a declaração, as autoridades mexicanas reconheceram que esse sobrevivente está sob proteção e ajudou a identificar os corpos dos supostos membros dos Zetas, segundo o porta-voz do gabinete de segurança nacional, Alejandro Poiré.

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