Polícia francesa revista escritórios de partido de Sarkozy

Um dos escritórios do partido de Sarkozy
Image caption Polícia investiga supostas doações ilegais ao partido do presidente

A polícia francesa revistou na última quarta-feira os principais escritórios do partido do presidente Nicolas Sarkozy, UMP, como parte das investigações sobre o escândalo da L’Oréal.

As autoridades investigam as alegações de que a herdeira da L’Oréal, Liliane Bettencourt - a mulher mais rica da França – teria feito doações ilegais à campanha presidencial de Sarkozy em 2007.

Acredita-se que seja a primeira vez que o partido de Sarkozy é abertamente investigado por conta das alegações.

As acusações surgiram a partir de gravações secretas feitas por um ex-mordomo de Bettencourt.

Nada foi retirado dos escritórios do partido UMP durante as buscas de quarta-feira, informou o diretor do partido, Eric Cesari.

Investigação

A revista foi ordenada por Phillipe Courroye, o principal promotor do caso L’Oréal.

A polícia está investigando várias acusações ligadas a Liliane Bettencourt, entre elas, a de evasão fiscal e financiamento ilegal de campanha, que teria envolvido o ministro do Trabalho, Eric Woerth.

Nos escritórios, a polícia procurou “correspondência entre Eric Woerth e Patrice de Maistre”, o administrador da fortuna de Bettencourt, disse Cesari à agência de notícias AFP.

Woerth, que até recentemente era o principal arrecadador de fundos do UMP, nega que tenha cometido qualquer delito.

As alegações são de que as doações para o UMP excederam o limite legal.

Nas conversas gravadas, que foram vazadas para a imprensa francesa, Bettencourt e seu assessor financeiro também teriam discutido formas de escapar da receita francesa.

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