EUA lembram 11 de setembro em meio a polêmica sobre religião

Nova York
Image caption As vítimas foram lembradas com flores, canções e orações

Os Estados Unidos realizam uma série de eventos neste sábado para marcar o aniversário de nove anos dos ataques de 11 de setembro de 2001, em meio a polêmicas em torno da construção de uma mesquita próxima ao local do atentado em Nova York e uma ameaça de queima em público do Alcorão .

Mais cedo no sábado, o pastor Terry Jones anunciou ter desistido dos planos de incendiar o livro sagrado dos muçulmanos, planos que haviam sido bastante criticados nos EUA e em outros países.

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Quatro aviões foram sequestrados na manhã de 11 de setembro de 2001 nos EUA por 19 militantes em ataques que mataram quase três mil pessoas em Nova York, no Pentágono em Washington e na Filadélfia.

O maior evento deste sábado ocorre em Nova York, onde em cerimônia atendida pelo vice-presidente, Joe Biden, os nomes das vítimas que morreram nas torres gêmeas do World Trade Center (WTC) começaram a ser lidos.

Nova York

No momento em que o primeiro avião atingiu uma torre do WTC (8h46 horário local, 9h46 de Brasília), sinos soaram por toda a cidade e observou-se um minuto de silêncio.

"Nenhuma tragédia atingiu tão profundamente esta cidade", disse o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.

"É com a força destas emoções, assim como com o concreto e o aço que trazemos diariamente, que construímos as fundações do futuro a partir das marcas do passado", disse ele.

A correspondente da BBC em Nova York Laura Trevelyan diz que este deve ser o aniversário mais polêmico e politizado dos ataques até hoje.

Após as celebrações oficiais, devem ocorrer manifestações a favor e contra os planos de construção de uma mesquita e um centro de atividades islâmicas nas proximidades do local do ataque na cidade.

A manifestação contrária aos planos de construção deve ser atendida por políticos ligados ao partido Republicano e a administração anterior, de George W. Bush.

A jornalista afirma que ambos os lados pretendem usar a emoção para realçar seus argumentos.

Image caption O presidente Obama participou de um evento no Pentágono

Alguns parentes de vítimas do ataque manifestaram-se contra os planos enquanto outros o defendem como um símbolo do compromisso americano com a liberdade de expressão.

Obama

O presidente americano, Barack Obama, atendeu uma cerimônia no Pentágono e sua esposa, Michelle, participou de um evento ao lado da ex-primeira dama Laura Bush na Pensilvânia.

Obama disse que a maior arma dos EUA seria permanecer fiel a seus próprios valores.

"Não foi a religião que nos atacou naquele dia de setembro. Foi a Al Qaeda", disse ele.

"Não sacrificaremos as liberdades que nos são caras ou nos esconderemos atrás de muros de suspeitas e desconfianças", afirmou.

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