África do Sul proíbe queima da Bíblia em resposta a pastor americano

Bíblia
Image caption O comerciante disse que não queria se indispor com cristãos em geral

Um comerciante na África do Sul foi proibido pela Justiça do país de queimar neste sábado um exemplar da Bíblia, em protesto contra os planos do pastor americano de atear fogo no Alcorão, segundo o jornal sul-africano Independent.

A Alta Corte de Johanesburgo decidiu na noite de sexta-feira impedir os planos de Mohammed Vawda de incendiar a Bíblia publicamente em uma praça da cidade.

O comerciante de 38 anos de idade disse ao jornal que seu objetivo não era se indispor com cristãos em geral, mas sim impedir o pastor Terry Jones de incendiar o Alcorão para marcar o aniversário de nove anos dos ataques de 11 de setembro de 2001, neste sábado.

"O pastor Jones foi provocador, ele me irritou e indignou. Queria impedi-lo de alguma forma. Ele não escuta nem seu próprio presidente", disse dele. ao Independent

‘Sorte’

A corte sul-africana citou trechos do Alcorão que pregam a importância do respeito para com a Bíblia e a Torá judaica.

Vawda disse que não conhecia essas passagem e que teve "sorte de ser impedido de fazer isso (queimar a Bíblia)".

"Aquele homem (Jones) pode queimar o Alcorão. Ele vai estar queimando também a Bíblia", disse o sul-africano, referindo-se a trechos da Bíblia citados pelo livro sagrado dos muçulmanos.

Segundo o jornal, o promotor Zehir Omar disse que o julgamento abriu um precedente que deve impedir qualquer um no futuro de tentar queimar livros religiosos na África do Sul.

"A decisão da Justiça é uma mensagem aos americanos de como podemos envolver leis para impedir este tipo de conduta", disse ele.

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