Dupla é acusada de arrecadar R$ 660 mil com venda de sêmen na internet

Gage e Woodforth, acusados da venda ilegal de sêmen pela web (Foto: PA)
Image caption Acusados estão sendo julgados em caso inédito na Grã-Bretanha

Dois britânicos estão sendo julgados por supostamente obter 250 mil libras (R$ 659 mil) intermediando ilegalmente a venda de sêmen na internet, em um caso inédito na Justiça da Grã-Bretanha.

Ricky Gage, 49, e Nigel Woodforth, 43, de Reading (a oeste de Londres), são acusados de manter um website que oferecia – sem licença – sêmen de doadores anônimos para mulheres que queriam engravidar, sem seguir procedimentos como testar a presença de vírus sexualmente transmissíveis.

Segundo a promotoria, a empresa, que operava sob nomes como Sperm Direct e First4Fertility, providenciou 792 entregas de sêmen entre outubro de 2007 a novembro de 2008, quando Gage e Woodforth foram presos.

As leis britânicas determinam que a busca, intermediação e distribuição de sêmen requer uma licença especial da Autoridade para Fertilização Humana e Embriologia do país. Gage teve seu pedido de licença recusado em 2006, mas segundo a promotoria, resolveu seguir adiante e montar a empresa.

O julgamento revelou que as clientes pagavam 80 libras (R$ 211) de taxa de adesão e 300 libras (R$ 791) para usar o serviço, antes de terem acesso a detalhes (como peso, cores dos olhos, origem étnica e educação) dos doadores anônimos.

Depois, era acertada a entrega do sêmen selecionado, a um custo de 150 libras (R$ 395).

Os doadores supostamente recebiam 50 libras (R$ 110). O julgamento, em Londres, continua.

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