Chávez nomeia mais de três mil 'guardiãs' da revolução bolivariana

Chávez nomeia as 'Guardiãs' da revolução/AFP
Image caption Mais de três mil mulheres lotaram um teatro de Caracas

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, nomeou nesta quinta-feira mais de 3 mil mulheres como "guardiãs de Chávez", com a tarefa "defender" a revolução bolivariana e a sua continuidade, em meio à campanha para as decisivas eleições legislativas.

Chávez disse que a tarefa das mulheres, que lotaram um teatro de Caracas, "não será fazer culto à personalidade" do presidente e sim velar "para defender os interesses da pátria socialista", afirmou o mandatário em um ato político transmitido pela TV estatal.

"Chávez é igual a revolução socialista, isso é o que temos que lembrar. Vocês têm que ser guardiãs disso", afirmou.

"Vocês, minhas queridas amigas, têm que estar de guarda pelo socialismo, de guarda pela revolução, pela gestão do governo revolucionário. Vigilantes, vigilantes! (...) O grito a tempo de uma guardiã pode salvar a pátria", completou.

Campanha

O nome "guardiãs" é uma ironia à uma reportagem entitulada "Os guardiões do Chávez", feita por um canal de televisão espanhol.

No programa, duramente criticado pelo governo, são revelados os grupos sociais que apóiam o governo venezuelano, entre eles, a organização Alexys Vive, que atua como uma espécie de polícia comunitária em um bairro de Caracas.

Durante o encontro, o presidente pediu à suas "guardiãs" não darem "descanso à sua alma", até conquistar uma ampla vitória nas eleições legislativas e, em seguida, até a "vitória histórica e definitiva", em referência à sua própria candidatura às eleições presidenciais de 2012.

Assim como ocorreu em eleições anteriores, Chávez participa ativamente da campanha eleitoral.

Desde o início da campanha ele participa em média em três atos políticos diários para promover os candidatos do governo. O objetivo declarado do governo é a conquista pelo menos dois terços das cadeiras do Congresso.

O atual Parlamento, instalado em 2005, passou a ser governado por maioria absoluta chavista depois que a oposição, dias antes do pleito, decidiu retirar todas as suas candidaturas em uma tentativa de anular o processo eleitoral. A estratégia, porém, não funcionou e os opositores ficaram fora do Congresso.

De acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto, o chavismo deve conquistar mais de 50% dos 167 lugares na Assembléia Nacional.

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