Saúde

Após complicações, britânico que perdeu 75 kg diz que preferia ser obeso

Tim Daily antes e depois da cirurgia

Tim Daily tinha mais de 150 quilos e perdeu metade depois da cirurgia

Um britânico que perdeu metade de seu peso após uma cirurgia para a redução do estômago quer processar o serviço público de saúde britânico, alegando que preferia ser obeso novamente a enfrentar as complicações que teve após a operação.

Tim Daily, que pesava mais de 150 quilos, tem hoje 76 quilos, mas diz que a cirurgia o deixou incapaz de comer alimentos sólidos e o obrigou a instalar um tubo no estômago para se alimentar.

Daily, de 47 anos, precisa ainda tomar morfina para combater as dores que sente no estômago.

Antes da operação, em outubro de 2008, Daily sofria de diabetes grave e havia sofrido uma série de “mini-derrames”.

Riscos

Ele agora diz querer advertir sobre os riscos da cirurgia para redução de estômago e afirma que não foi alertado pelos médicos sobre as possíveis complicações da operação.

Mas o hospital Charing Cross, em Londres, onde Daily foi operado, diz que ele foi alertado sobre os riscos.

Tim Daily ao lado de equipamento para alimentação por tubo

Tim Daily precisa se alimentar por tubo ligado ao estômago

Segundo um porta-voz da autoridade de saúde pública responsável pelo hospital, cada cirurgia do tipo traz 5% de riscos de complicações.

“Antes de realizar qualquer tipo de cirurgia, nós explicamos os riscos e as potenciais complicações para cada paciente e pedimos seu consentimento (para a realização da operação)”, disse o porta-voz.

Dores

Mas Daily disse ter recebido apenas informações sobre os benefícios da cirurgia.

Após a redução do estômago, ele perdeu mais de 70 quilos em 12 semanas.

Mas ele diz que quando deveria voltar a comer alimentos sólidos, em janeiro de 2009, ele teve que ser internado novamente por causa de fortes dores no estômago.

“Nunca teria feito isso se eu soubesse que seria assim tão ruim”, diz.

“Eu preferia ter 150 quilos de novo do que isso. Eu recomendaria às pessoas que só passassem pela operação se suas vidas dependessem disso”, afirmou ele.

“As pessoas acham normalmente que essa operação é uma cura rápida, mas elas precisam estar mais atentas aos riscos”, disse.

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