Chapman disse que matou Lennon para ‘se tornar alguém’

Image caption Chapman está preso desde 1980 e teve seis pedidos negados

O assassino de John Lennon, Mark Chapman, disse a autoridades penitenciárias em Nova York que pensou que "se tornaria alguém" matando o ex-Beatle.

Mas, de acordo com a transcrição de seu depoimento, ao invés disso, ele se tornou "um assassino e assassinos não são ninguém".

Na semana passada, Chapman teve seu sexto pedido de liberdade condicional negado.

Ele tinha 25 anos de idade quando matou John Lennon na entrada de seu apartamento em Nova York, em dezembro de 1980.

Lista

No depoimento, o ex-segurança disse que, à época, tinha uma lista de pessoas que desejava assassinar. Lennon estava no topo da relação que incluía também a atriz Elizabeth Taylor.

"Não pensava com clareza. Tomei a decisão horrível de acabar com outra vida humana por motivos egoístas", disse ele.

"Achava que matando John Lennon me tornaria alguém mas, ao invés disso, me tornei um assassino e assassinos não são ninguém", disse ele.

Na prisão, Chapman trabalha como porteiro e bibliotecário. Ele disse que tornou-se religioso.

As autoridades penitenciárias negaram o pedido de liberdade afirmando permanecerem preocupadas com o descaso mostrado por Chapman em relação às normas sociais e ao valor da vida humana.

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