ONU critica investigações de Israel e Hamas sobre guerra em Gaza

Ofensiva em Gaza, entre 2008 e 2009
Image caption Mais de 1.400 palestinos e 13 israelenses morreram em ofensiva

Um relatório da ONU, divulgado nesta terça-feira, acusa Israel e o grupo islâmico Hamas de não conduzir investigações confiáveis sobre as acusações de crimes de guerra cometidos durante a ofensiva israelense em Gaza, entre 2008 e 2009.

O relatório, do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, critica Israel e o Hamas por suposta falta de imparcialidade e de esforço em responder às acusações levantadas por apurações anteriores.

Os autores do documento recomendam que o tema seja transferido ao Tribunal Penal Internacional, em Haia (Holanda).

A ofensiva de três semanas, iniciada por Israel em resposta ao lançamento de foguetes do Hamas em território israelense, deixou ao menos 1,4 mil palestinos e 13 israelenses mortos.

Relatório Goldstone

Os dois lados já haviam sido criticados em relatório do juiz sul-africano Richard Goldstone, designado pela ONU para investigar a ofensiva.

Em outubro de 2009, a ONU endossara o chamado Relatório Goldstone, que pedia que as acusações de crimes de guerra fossem levadas a Haia caso israelenses e palestinos não investigassem o ocorrido na ofensiva, de forma independente e minuciosa, num prazo de seis meses.

Goldstone criticara Israel por ter usado “força desproporcional com o objetivo de humilhar e aterrorizar” a população de Gaza.

Já o Hamas, que controla a faixa de Gaza, foi criticado pelo uso de foguetes contra cidades israelenses, sem fazer distinção entre alvos civis e militares.

Na época, Israel questionou a imparcialidade do documento e se disse “comprometido em agir em completo acordo com a lei internacional”, prometendo “examinar qualquer alegação de delito por parte de suas forças”.

O país não é signatário do tratado que criou o Tribunal Penal Internacional.

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