Polícia colombiana examina computadores das Farc

Computadores apreendidos depois de ataque contra acampamento das Farc (AP)
Image caption Polícia colombiana acredita que um dos notebooks era de Mono Jojoy

Especialistas na Colômbia tentam decifrar os códigos de 15 computadores e quase cem cartões de memória que pertenciam às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Os aparelhos e cartões foram apreendidos depois de um grande ataque das forças de segurança colombianas contra um acampamento dos rebeldes, o mesmo onde estava o líder guerrilheiro Mono Jojoy.

Um dos notebooks teria pertencido a Mono Jojoy, o número dois na linha de comando das Farc, morto no ataque realizado na quinta-feira.

A polícia espera encontrar informações que poderiam revelar o paradeiro de 13 policiais e sete soldados do país que são mantidos presos pelas Farc.

Os computadores estão sendo examinados por uma equipe de 40 especialistas da unidade de investigação criminal, na capital colombiana, Bogotá.

Meses

O chefe da polícia colombiana, general Oscar Naranjo, afirmou que poderão ser necessários meses para recuperar toda a informação dos computadores encontrados depois do ataque ao acampamento das Farc.

As autoridades da polícia informaram que os 15 notebooks, 94 cartões de memória e 14 discos rígidos tem 11 vezes mais informações do que o que foi apreendido no ataque que matou Raul Reyes, em 2008, outro líder das Farc.

O notebook que os policiais acreditam ter pertencido a Mono Jojoy teria tido sua tela destruída por balas, mas seu disco rígido ainda está intacto.

Os policiais também afirmaram que o grande número de cartões de memória apreendidos no acampamento e o fato de que não foi encontrado nenhum rádio de comunicação ou telefone celular sugere que os rebeldes preferiam trocar informações por meio de mensageiros ao invés de correr o risco de ter suas comunicações eletrônicas interceptadas.

Os investigadores afirmaram que esperam encontrar pistas para a localização de acampamentos das Farc, que ajudaria a polícia a elaborar futuros ataques e permitiria a libertação dos reféns ainda em poder da organização. Segundo números oficiais, 79 pessoas ainda estão em poder das Farc.

Leia mais na BBC Brasil: Morte de líder debilita as Farc, mas poderio militar ainda preocupa, dizem analistas

Leia o perfil de Mono Jojoy

Notícias relacionadas