Cuba dá sinais de que poderia libertar mais prisioneiros políticos

Mulheres de Branco em um protesto em julho de 2010
Image caption As Mulheres de Branco tem realizado protestos pacíficos pedindo a libertação de mais presos políticos

O governo de Cuba está dando sinais de que estaria considerando mais uma rodada de libertações de presos políticos.

O chefe da Comissão de Direitos Humanos de Cuba, Elizardo Sanchez, disse que nove prisioneiros foram contactados pelo serviço de segurança e perguntados se estariam prontos para deixar o país com suas famílias.

Além disso, a Igreja Católica, que ajudou a mediar, em julho, um acordo pela libertação de 52 prisioneiros, pediu a grupos de defesa dos direitos humanos e grupos dissidentes em Cuba que ajudassem a identificar todos os prisioneiros políticos ainda sob custódia das autoridades cubanas.

Isto provocou especulação de que o presidente Castro estaria considerando libertar todos os prisioneiros uma vez que se consiga chegar a um consenso sobre quem eles são.

De acordo com Berta Soler, do grupo de apoio a prisioneiros Mulheres de Branco, a lista adicional de prisioneiros da entidade será entregue nesta semana à Igreja, à embaixada espanhola e à União Europeia.

Os números variam entre 40 e 100 pessoas.

Em julho, o presidente do país, Raúl Castro, tinha concordado em libertar 52 dissidentes presos durante uma operação contra grupos de oposição em 2003, como parte de um acordo mediado pela Igreja Católica e pelo governo espanhol.

Exílio

No início do ano, a morte, em uma cadeia cubana, de um dissidente que fez greve de fome, provocou críticas da comunidade internacional à situação dos direitos humanos no país.

Os 52 prisioneiros libertados em julho tinham sido presos em uma operação das autoridades cubanas contra grupos de oposição não violentos. Destes, 36 estão na Espanha com suas famílias. Outros quatro devem se juntar a eles em breve.

Mas alguns dos dissidentes ainda presos disseram que não estão preparados para o exílio.

Estes deverão ser os últimos a ser libertados e provavelmente receberão liberdade condicional.

Até agora, não houve pronunciamentos oficiais do governo cubano sobre libertações adicionais de prisioneiros.

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