Brasil deve aproveitar momento e fazer ajuste fiscal, diz vice do FMI

John Lipsky citou o pré-sal como uma boa perspectiva
Image caption Dirigente do FMI defendeu adoção de reformas estruturais

O vice-diretor-gerente do FMI, John Lipsky, disse nesta quinta-feira que a economia brasileira apresenta um desempenho muito bom, e que o novo governo, que assumirá o poder no próximo ano, deve aproveitar o momento para realizar um ajuste fiscal.

"Este é um momento muito favorável para a economia brasileira, e o novo governo brasileiro deve aproveitar para estabelecer as bases de um crescimento forte e sustentado", afirmou.

"(Isso deve ser feito) instituindo reformas estruturais na economia brasileira que melhorem sua eficiência e aproveitem as perspectivas de longo prazo extremamente favoráveis que foram criadas para o Brasil", disse, citando, entre outros fatores, as recentes descobertas de fontes de energia, como o petróleo na camada do pré-sal.

O gasto público excessivo é uma das críticas feitas por alguns setores no Brasil. Economistas afirmam que uma política fiscal mais severa, com menor expansão do gasto público, permitiria uma política de juros mais branda.

Com juros mais baixos, o mercado financeiro brasileiro seria menos atraente para investidores estrangeiros em busca de ganho fácil.

Expectativa em Wall Street

Na quarta-feira, o economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina, Augusto de La Torre, já havia dito que os investidores em Wall Street estão ansiosos sobre os anúncios da política fiscal do novo governo.

"Esperam que a política fiscal venha em apoio à política monetária", disse.

O economista do Banco Mundial disse que, ao conter a valorização de suas moedas, países como o Brasil estão impedindo a queda do dólar, o quer acaba levando a um impasse global.

"O que interessa a cada nação não é necessariamente de interesse da economia global", disse De La Torre.

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