América Latina

Diretor de hospital diz que alguns mineiros podem ter alta nesta quinta-feira

Franklin Lobos recebe atendimento no hospital (Foto: AP)

Mineiros estão internados em hospital de Copiapó, no Chile

Autoridades chilenas informaram que os 33 mineiros resgatados no Chile estão bem de saúde e que alguns podem deixar o hospital onde se encontram, no norte do país, ainda nesta quinta-feira.

Depois de o ministro da Saúde, Jaime Mañalich, exaltar a saúde dos homens, o subdiretor do hospital de Copiapó, Jorge Montes, disse que “a maioria dos mineiros se comportou muito bem do ponto de vista médico”, que sua situação é bastante “favorável” e que “dois ou três podem receber alta antes de (passadas) 48 horas, especificamente nesta tarde”.

O correspondente da BBC Rajesh Mirchandani relata que o mineiro mais velho do grupo, Mario Gómez, 63, está com pneumonia e sofre de silicose, doença respiratória comum entre mineiros. O segundo a ser resgatado, Mario Sepúlveda, também está com silicose.

Outro dos mineiros tem um problema oftalmológico não especificado pelo hospital, enquanto alguns dos demais sofrem de “pequenas complicações” não preocupantes, agregou Montes.

Cuidados dentários

Alguns dos homens receberam cirurgia dental na própria quarta-feira, e outros farão tratamentos dentários.

Dezessete dos mineiros estão sendo atendidos em uma unidade especial do hospital. Cada um dos mineiros pode receber até três visitas por dia.

Segundo Montes, os mineiros – que subiram à superfície usando óculos escuros, sob ordens médicas – “se acostumaram bastante à luz natural”, “dormiram bem” e “suportaram o estresse (do episódio) de forma notável”.

Para o subdiretor, a equipe médica considerou “surpreendente” que a saúde dos mineiros esteja em tão boas condições.

Drama

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O drama dos mineiros chegou ao fim na noite de quarta-feira, quando Luis Urzúa, o último dos 33, foi resgatado da mina de San José.

Já na ocasião, Mañalich disse que a saúde dos mineiros era melhor do que a esperada, apesar de alguns sofrerem de problemas dentários e, em decorrência da escuridão durante os 69 dias na mina, também oftalmológicos.

“Tínhamos pouca comida, mas soubemos administrá-la. Estávamos comendo quase a cada 48 horas", disse Urzúa ao presidente do Chile, Sebastián Piñera, sobre os primeiros 17 dias, quando ficaram incomunicáveis. "Espero que isso não volte a acontecer nunca mais."

Assim que último mineiro foi resgatado, a euforia tomou conta não apenas do acampamento que cerca a mina, mas de todo o Chile. Imagens de TV mostravam chilenos chorando, agitando bandeiras e celebrando em várias cidades do país.

Teve início então a operação para retirar os seis socorristas que desceram ao local para ajudar os mineiros a subir. Pela câmera que filmou todo o resgate na mina, eles mostravam uma faixa na qual se lia a frase "Missão cumprida, Chile". O sexto socorrista chegou à superfície à 0h30.

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