Inquérito investiga morte de britânico após assento ser ejetado durante manobra de avião

Mike Harland
Image caption Harland trabalhava como navegador para uma empresa do setor de Defesa

Um inquérito está investigando a morte de um piloto de testes, em 2007, após seu assento ejetor "se soltar e cair" de um jato Tornado da Força Aérea britânica enquanto a aeronave fazia uma manobra de cabeça para baixo.

Mike Harland, de 44 anos, era um veterano da Guerra do Golfo e trabalhava como navegador civil para a empresa do setor de defesa BAE Systems.

Acredita-se que o acidente teria sido causado por uma trava de metal que deveria manter o assento no lugar, mas que não teria sido colocada corretamente.

O jato de dois tripulantes da Força Aérea havia acabado de passar por uma manutenção e estava sendo testado por Harland e pelo piloto Mark Williams. Quando Williams pilotou a aeronave de cabeça para baixo a mais de 700 km/h, o assento de Harland teria se soltado, acionando um mecanismo que explodiu a cobertura da cabine.

Como o sistema de evacuação de emergência não havia sido ativado, o assento ejetor não foi lançado da maneira correta e a cabeça de Harland teria batido na parte de trás do jato. Pela mesma razão, seu paraquedas não foi acionado e Harland caiu 1,8 mil metros até o chão.

Seu corpo foi encontrado 45 minutos depois do acidente. Segundo o laudo do legista, a morte foi causada por ferimentos múltiplos.

O piloto conseguiu pousar a aeronave e não se machucou seriamente.

Martin Lowe, engenheiro-chefe do Ministério da Defesa britânico, disse durante o inquérito que o jato em questão foi um dos primeiros a ter novos paraquedas instalados e que durante a manutenção "várias mudanças foram feitas nos assentos ejetores", que teriam passado por diversas checagens antes do voo.

Depois de analisar diversos documentos, a promotoria decidiu que não havia provas suficientes para acusar alguém de assassinato culposo devido a negligência grave.

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