França

Manifestantes convocam mais dois dias de protestos na França

Protestos na França

Manifestantes se opõem à reforma previdenciária

Sindicatos franceses convocaram nesta quinta-feira mais dois dias de grandes protestos nacionais – 28 de outubro e 6 de novembro – contra a reforma da Previdência, que está prestes a ser votada no Senado.

A reforma, defendida pelo presidente Nicolas Sarkozy, elevaria de 60 a 62 a idade mínima para aposentadoria.

Sob pressão do governo, o Senado abreviou o debate sobre centenas emendas ao projeto e pode votar a reforma – já aprovada pela Câmara – nas próximas horas, possivelmente nesta sexta-feira.

Enquanto isso, o país viveu nesta quinta-feira mais uma jornada de greves e protestos, com passeatas em cidades como Paris, Marselha, Toulouse e Bordeaux.

Pela manhã, um grupo bloqueou o acesso ao aeroporto de Marselha, terceira maior cidade do país. O local foi liberado, pacificamente, algumas horas depois, com a chegada de tropas de choque da polícia.

O correspondente da BBC Matthew Price relata que, por conta de uma greve que começou no dia 12, Marselha está há dias sem recolhimento de lixo nas ruas.

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‘Refém’

A Federação Nacional de Aviação Comercial disse que as greves no país já causaram mais prejuízo do que as erupções do vulcão islandês Eyjafjallajokull, que levaram ao fechamento de aeroportos em toda a Europa em abril e maio.

Sarkozy disse nesta quinta que punirá os manifestantes.

"Nós não temos o direito de tomar como reféns as pessoas", disse o presidente, de acordo com o jornal Le Monde. "Não são os bandidos que têm a última palavra em uma democracia, em uma república."

Os franceses vivem dias de tensão com a crescente escassez de combustível no país, causada pelo bloqueio de refinarias.

O número de postos de gasolina com as bombas secas ou sofrendo problemas sérios de abastecimento já chegou a cinco mil, o que representa cerca de 45% do total.

E, embora tenha havido uma melhora nos transportes públicos, algumas cidades ainda sofrem com a paralisação total dos motoristas de ônibus.

Em Paris, onde a situação caminhava para uma normalização, manifestantes invadiram estações ferroviárias, causando atrasos e cancelamentos.

Sobrou até para a cantora pop Lady Gaga, que teve que cancelar dois shows que faria neste fim de semana, em Paris. A produção alegou problemas de logística causados pelas manifestações.

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