Justiça do Egito determina saída da polícia das universidades

Ação contra o governo foi apresentada por um grupo de professores que luta pela independência das instituições acadêmicas.
Image caption Tribunal rejeita apelação do governo do presidente Hosni Mubarak

A corte suprema do Egito determinou neste sábado o fim das unidades policiais nas universidades do país.

O tribunal rejeitou uma apelação apresentada pelo governo contra uma decisão anterior que considerava inconstitucional a presença permanente da polícia nos campi universitários.

Grupos de direitos civis criticavam há muito tempo a existência das unidades policiais nas universidades, alegando que o único objetivo disto era impedir que os estudantes se engajassem na política.

A ação contra o governo foi apresentada por um grupo de professores que luta pela independência das instituições acadêmicas.

Os docentes fazem parte de uma ampla coalizão de ativistas de oposição ao presidente egípcio, Hosni Mubarak, que está no poder há 29 anos.

A presença policial nas universidades é frequentemente usada para reprimir protestos políticos organizados por estudantes ligados à organização Irmandade Muçulmana e de outros grupos de esquerda.

A polícia controla os acessos aos campi e tem o poder de impedir a entrada de visitantes e de jornalistas.

Embora o resultado da ação seja final, o governo ainda pode usar seus poderes de emergência para "driblar" decisões da Justiça, como já fez no passado.

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