Grevistas deixam reservatórios de combustíveis na França

Manifestantes ainda bloqueiam estrada para refinaria de Fos-sur-Mer, sul da França (AFP)
Image caption Nove das 12 refinarias francesas ainda estão bloqueadas

O governo da França disse nesta segunda-feira que grevistas e piquetes foram retirados de todos os 200 reservatórios de combustíveis do país, que voltaram a funcionar normalmente após dias de protesto contra um projeto de reforma da Previdência.

Os trabalhadores de duas refinarias de petróleo francesas, por sua vez, também votaram pelo fim da greve. Funcionários estão ainda voltando ao trabalho em uma terceira refinaria que tinha sido fechada em um outro incidente.

No entanto, nove outras refinarias (do total de 12 no país) ainda estão em greve.

De acordo com o correspondente da BBC em Paris Hugh Schofield, as notícias desta segunda-feira significam que a ameaça de paralisação total do país por falta de combustível diminuiu muito, mas a falta de combustíveis ainda prossegue em algumas regiões.

A greve também continua pelo 30º dia em um dos principais portos franceses, o de Marselha, no sul do país, onde cerca de 70 navios estão parados na costa.

Um protesto dos coletores de lixo em Marselha, que deixou toneladas de lixo abandonadas nas ruas, também teria se espalhado para outras cidades.

Portos

Na última sexta-feira o Senado francês aprovou o polêmico plano do governo que prevê a elevação da idade mínima para a aposentadoria de 60 para 62 anos.

Leia mais na BBC Brasil sobre a aprovação

O projeto agora está sendo discutido por representantes das duas casas do parlamento, que estão criando uma redação única a partir das versões aprovadas nos dois locais. A expectativa que essa nova versão seja aprovada na quarta-feira.

Os sindicatos da França já convocaram mais dois dias de greve geral, 28 de outubro e 6 de novembro, caso o presidente Nicolas Sarkozy não retire a lei de reforma da Previdência ou inicie negociações.

Também nesta segunda-feira, o governo francês afirmou que os problemas causados pela greve estão prejudicando a já frágil recuperação econômica da França.

A ministra das Finanças, Christine Lagarde, disse em uma entrevista à rádio francesa Europe-1 que estas paralisações estão custando por dia à França entre 200 milhões e 400 milhões de euros (entre R$ 472 milhões e R$ 944 milhões).

"Hoje não deveríamos prejudicar esta recuperação (econômica) com campanhas que são dolorosas para a economia francesa e muito dolorosas para um certo número de pequenas e médias empresas", afirmou a ministra.

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