Ciência

Amazônia tem uma nova espécie descoberta a cada 3 dias

Galeria de fotos: Novas espécies da Amazônia

  • Ranitomeya benedicta - (foto: Evan Twomey)
    Mais de 1.200 espécies foram descobertas na Amazônia entre 1999 e 2009 - uma a cada três dias -, segundo o relatório 'Amazon Alive', da World Wide Fund for Nature (WWF). A rã Ranitomeya benedicta é uma dessas espécies (foto: Evan Twomey)
  • Martialis heureka - (foto: Christian Rabeling)
    Outra espécie descoberta na última década é a Martialis heureka, conhecida como a 'formiga de Marte'. Ela tem até 3 milímetros de comprimento, não tem olhos e possui grandes mandíbulas. (foto: Christian Rabeling)
  • Compsaraia samueli (foto: William Crampton)
    Durante essa década, foram descobertas 637 espécies de plantas, 257 peixes, 216 anfíbios, 55 répteis, 16 pássaros e 39 mamíferos. Entre eles, está o peixe Compsaraia samueli, descoberto em 2008 no rio Tocantins (foto: William Crampton)
  • Pamphobeteus grandis (foto: Rick C.West)
    A tarântula Pamphobeteus grandis, encontrada no Amazonas e no Acre, chama a atenção por sua coloração lilás. O gênero Pamphobeteus engloba algumas das maiores aranhas do mundo (foto: Rick C. West)
  • Drosera amazonica (foto: Andreas Fleischmann)
    A Amazônia é um dos lugares com a maior biodiversidade da Terra. Outra das espécies descobertas é a planta Drosera amazonica, encontrada em 2009 nos Estados do Amazonas e de Roraima (foto: Andreas Fleischmann)
  • Micrastur mintoni (foto: Andrew Whittaker)
    O falcão críptico (Micrastur mintoni) foi descoberto em 2002 no Estado do Pará. Pouco se sabe sobre a espécie, mas acredita-se que haja um grande número deles (foto: Andrew Whittaker)
  • Hypsiboas liliae (foto: Philippe J. R. Kok)
    "Esse relatório mostra a incrível diversidade da vida na Amazônia. Por isso, precisamos de ações urgentes para que essas espécies sobrevivam", diz a coordenadora da WWF no Brasil, Sarah Hutchison. Na foto, a rã Hypsiboas liliae (foto: Philippe J. R. Kok)
  • Mico acariensis (foto: George Néron)
    O sagüi-do-rio-Acari (Mico acariensis) está entre os 39 mamíferos catalogados. O animal, descoberto em 2000, tem 24 cm de altura e pesa apenas 420 g (foto: Georges Néron)
  • Eunectes beniensis – (foto: José Maria Fernández Díaz-Formentí )
    A Eunectes beniensis é conhecida no Brasil como Sucuri da Bolívia e pode ter até quatro metros. Inicialmente, ele foi classificada como um híbrido entre duas espécies de sucuri. Foto: José Maria Fernández Díaz-Formentí
  • Kaieteurosaurus hindsi (foto: Philipe J. R. Kok, Royal Belgian Institute of Natural Sciences)
    O lagarto Kaieteurosaurus hindsi, com 10 cm de comprimento, foi descoberto em 2005 no Parque Nacional Kaieteur, na Guiana. (foto: Philipe J. R. Kok, Royal Belgian Institute of Natural Sciences)
  • Pyrilia aurantiocephala (foto:Arthur Grosset)
    Da família dos papagaios, o Pyrilia aurantiocephala habita regiões próximas aos rios Madeira e Tapajós e foi classificado "ameaçado", por causa de sua população reduzida. (foto: Arthur Grosset)
  • Psychrophrynella illampu (foto: Ignacio J. De la Riva)
    O Psychrophrynella illampu, encontrado em 2007 na Bolívia, é uma das 216 novas espécies de anfíbios descobertos na floresta amazônica nos últimos dez anos (foto: Ignacio J. De la Riva)
  • Phreatobius dracunculus (foto: Janice Muriel Cunha)
    A nova espécie de bagre Phreatobius dracunculus, encontrada em Rondônia, vive basicamente em águas subterrâneas. O peixe foi descoberto em poços artesianos. (foto: Janice Muriel Cunha)
  • Anolis cuscoensis (foto: Steven Poe)
    Segundo a WWF, 17% da floresta amazônia já foi destruída, com grande impacto sobre a biodiversidade. Na imagem, o lagarto Anolis cuscoensis, descoberto na amazônia peruana (foto: Steven Poe)
  • Ephebopus cyanognathus (foto: Keegan Rowlinson)
    Descoberta na Guiana Francesa em 2000, a aranha Ephebopus cyanognathus chama a atenção pelas presas azuis em contraste com o corpo marrom. Essa espécie de aranha se alimenta de pássaros (foto: Keegan Rowlinson)
  • Apistogramma baensch (foto: Kris Weinhold)
    O Apistogramma baensch está entre as 257 espécies de peixes descobertas nesses 10 anos no rio Amazonas e em seus afluentes. A Amazônia abriga a maior variedade de peixes de água doce do mundo (foto: Kris Weinhold)
  • Osteocephalus castaneicola (foto: Jiri Moravec)
    A WWF observa que a Amazônia abriga 30 milhões de pessoas e uma em cada dez espécies conhecidas. Na foto acima, a rã Osteocephalus castaneicola (foto: Jiri Moravec)
  • Calathea hopkinsii (foto: Flávia Costa)
    "Uma mudança no paradigma de desenvolvimento precisa começar, com a maior urgência, para preservar a funcionalidade do bioma amazônico e sua incrível biodiversidade", afirma Ahmed Djoghlaf, secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU. Imagem: Calathea hopkinsii. (foto: Flávia Costa)

A organização ambientalista internacional WWF (World Wide Fund for Nature) lançou um relatório que faz uma extensa compilação das mais de 1.200 novas espécies de animais e vegetais descobertas na Amazônia na última década.

Segundo o estudo, intitulado "Amazon Alive!" uma nova espécie foi descoberta a cada três dias na região entre 1999 e 2009.

Os números comprovam que a Amazônia é dos lugares de maior biodiversidade da Terra: foram catalogados 637 novas plantas, 257 peixes, 216 anfíbios, 55 répteis, 39 mamíferos e 16 pássaros.

"O volume de descobertas de novas espécies é incrível - e isso sem incluir o grupo dos insetos, onde as descobertas também são muitas", afirma a coordenadora da WWF no Brasil Sarah Hutchison.

"Esse relatório mostra a incrível diversidade da vida na Amazônia e por isso precisamos de ações urgentes para que essas espécies sobrevivam."

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