Economia britânica supera expectativas e cresce 0,8% no 3º trimestre

Trabalhadores da construção civil na Grã-Bretanha
Image caption Economia britânica tenta se recuperar da crise financeira global

A economia da Grã-Bretanha cresceu 0,8% entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano, segundo estimativas preliminares divulgadas nesta terça-feira pelo governo britânico.

O crescimento, acima das expectativas do mercado, é o dobro do que esperavam muitos analistas, mas menor que o de 1,2% registrado entre os primeiros três meses deste ano e os três meses seguintes.

O analista de economia da BBC Andrew Walker avaliou que os dados, que ainda podem ser revisados, aliviam os temores de que a recuperação da economia britânica esteja perdendo fôlego.

Por outro lado, afirmou o analista, as estatísticas devem levar o Banco da Inglaterra, o Banco Central britânico, a postergar medidas de política monetária com o fim de estimular a economia.

Corte

As preocupações com a saúde da economia britânica ganharam força nesta semana, depois que o governo anunciou o maior corte de gastos públicos desde a Segunda Guerra Mundial.

As medidas, que devem gerar uma economia de 80 bilhões de libras nos próximos cinco anos (cerca de R$ 215 bilhões), devem implicar a demissão de cerca de 500 mil trabalhadores do setor público e, segundo estimativas de alguns analistas, igual número no setor privado.

Leia mais na BBC Brasil sobre os cortes

Nesta terça-feira, a agência de classificação de risco Standard and Poor’s melhorou sua avaliação para o crédito da Grã-Bretanha, hoje na melhor categoria de qualidade, AAA.

Para o ministro das Finanças do país, George Osborne, a medida foi um "voto de confiança" nas políticas econômicas do governo.

Entretanto, Alan Johnson, o porta-voz para assuntos econômicos do Partido Trabalhista, de oposição, disse não ver sinais de dinamismo econômico suficientes para sair da crise.

"Não há ainda sinais do tipo de dinamismo que precisamos ver no setor privado para criar as 2,5 milhões de vagas que o governo acha serem necessárias para sair da crise com emprego", disse Johnson.

Notícias relacionadas