Após eleição, dólar e bolsa sobem; analista descarta 'efeito Dilma'

Um dia depois da eleição de Dilma Rousseff (PT) para a Presidência, o dólar comercial teve alta de 0,29%, sendo vendido a R$ 1,708. Já a bolsa de valores de São Paulo (Bovespa) subiu 1,26%, chegando a 71.560,93 pontos.

Segundo o economista Juan Jensen, sócio da consultoria Tendências, os resultados não são um reflexo da vitória petista na disputa presidencial.

Ele diz, no entanto, que o mercado poderá repercutir, nos próximos dias, as especulações sobre nomes de integrantes da equipe econômica do próximo governo.

"(O mercado) poderá ter maior volatilidade, tanto pra cima, se tivermos nomes que o mercado deseja, quanto para baixo, se tivermos nomes não muito positivos, até mesmo com desvalorização do câmbio", diz Jensen.

Na opinião do economista, o primeiro discurso de Dilma como presidente eleita foi "responsável e ponderado", dando a entender que o desempenho da política econômica seguirá o caminho do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Entretanto, Jensen vê uma dúvida quanto à política fiscal na gestão de Dilma, tendo em vista a piora nas contas públicas nos dois últimos anos do governo Lula.

"O anúncio da equipe econômica pode dar uma pista nesse sentido, mas, por enquanto, só temos discurso e nada efetivo na agenda."