Polícia intercepta bombas após explosão atribuída a extremistas de esquerda em Atenas

Polícia ao interceptar e detonar bombas
Image caption Dois suspeitos, de 22 e 24 anos, foram detidos pela polícia grega

Uma bomba explodiu e outras três foram interceptadas pela polícia em Atenas nesta segunda-feira, em ações atribuídas pela polícia a grupos extremistas de esquerda.

A explosão ocorreu no escritório de uma empresa de entregas, e o pacote estava endereçado à Embaixada do México em Atenas. Uma funcionária da empresa ficou levemente ferida.

Outras duas bombas foram interceptadas pela polícia nas mãos de dois suspeitos membros de grupos extremistas e eram, segundo as autoridades, endereçadas ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, e à embaixada belga. Os suspeitos, de 22 e 24 anos, foram detidos.

A polícia chegou aos jovens após um terceiro explosivo ter sido identificado em uma outra empresa de entregas, destinada à embaixada holandesa em Atenas. Eles foram encontrados em um ponto de ônibus vestindo perucas e coletes à prova de balas e carregando armas.

Grupos

O correspondente da BBC na Grécia Malcolm Brabant relata que um dos detidos é acusado de fazer parte do grupo Conspiração Células do Fogo, que participou dos protestos de 2008 contra o governo grego.

O grupo continuou esporadicamente ativo neste ano, após a União Europeia e o FMI forçarem a Grécia a adotar medidas de austeridade para conter o seu déficit.

Têm se tornado comuns na Grécia ataques ao governo e à imprensa atribuídos a grupos de extrema esquerda.

Segundo o jornal francês Le Monde, a ação desta segunda foi ridicularizada por um porta-voz da polícia grega, já que o pacote explosivo não tinha como chegar às mãos de Sarkozy.

O governo francês não comentou o caso.

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