Estados Unidos

Republicanos ganham controle da Câmara nos EUA, indica resultado parcial

  Democratas Republicanos Independentes
Senado 53 47 0
Câmara de Representantes 189 239 0

O Partido Republicano ganhou o controle da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nas eleições legislativas desta terça-feira, ao conquistar mais de 39 cadeiras que antes estavam nas mãos dos democratas, segundo resultados parciais.

No Senado, apesar de as projeções indicarem que os democratas devem manter a maioria, o partido do presidente Barack Obama também perdeu vagas para os republicanos em Estados como Indiana, Arkansas e Dakota do Norte.

A contagem dos votos ainda está em andamento, e em alguns Estados a votação ainda não terminou. As últimas urnas serão fechadas à 1h da madrugada de quarta-feira em Washington (3h em Brasília), no Alasca.

Os resultados apurados até o momento mostram ainda a vitória de algumas estrelas do movimento conservador Tea Party: em Kentucky, o republicano Rand Paul venceu o democrata Jack Conway, e na Flórida, Marco Rubio venceu o independente Charlie Christ e o democrata Knedrick Meek.

No entanto, uma das figuras de maior destaque do Tea Party nesta campanha, Christine O´Donnell, perdeu a corrida pelo Senado em Delaware para o democrata Christopher Coons.

Mesmo sem a totalidade dos votos computados, o deputado John Boehner, líder republicano que deverá assumir como o novo presidente da Câmara dos Representantes, fez um discurso pouco depois da meia-noite (2h de quarta-feira, em Brasília) declarando a vitória de seu partido.

No pronunciamento, Boehner prometeu reduzir os gastos do governo e o tamanho do Estado.

Descontentamento

A virada no comando do Congresso já era prevista e, segundo analistas, deverá tornar mais difícil para Obama levar adiante muitas de suas propostas até o final de seu mandato.

Especialistas afirmam que o resultado das urnas demonstra o descontentamento dos eleitores americanos com os dois primeiros anos do governo de Obama e, principalmente, com a lenta recuperação da economia do país.

Estavam em jogo nestas eleições todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 37 das cem vagas do Senado. Os eleitores também escolheram governadores de 37 dos 50 Estados americanos.

Para assumir o controle da Câmara, os republicanos precisavam tirar pelo menos 39 cadeiras dos democratas – resultado que deixaria o partido de Obama com 216 cadeiras. No Senado, os republicanos precisariam ganhar 10 cadeiras para obter o controle.

A eleição desta terça-feira é considerada um veredicto sobre o governo de Obama, que assumiu prometendo mudanças mas ainda não conseguiu implementar muitos de seus projetos.

Os Estados Unidos conseguiram sair da recessão, mas o ritmo da recuperação econômica tem sido considerado lento demais para reduzir a taxa de desemprego, que permanece há vários meses em torno de 10%.

Especialistas afirmam ainda que as grandes conquistas dos primeiros anos de Obama na Casa Branca, como as reformas da saúde e do sistema financeiro, exigiram medidas impopulares e resultaram em queda nos índices de aprovação do presidente.

Tea Party

Nesse cenário de descontentamento da população e de uma certa apatia dos democratas, os republicanos ganharam força, ajudados pela popularidade do Tea Party, movimento que não é um partido político e reúne centenas de grupos conservadores espalhados pelo país.

Os membros do Tea Party se opõem às políticas do governo Obama e à interferência do Estado na economia e em outros setores da sociedade, e muitos candidatos republicanos apoiados pelo movimento ganharam destaque nesta campanha – em muitos casos desbancando políticos tradicionais do Partido Republicano nas primárias.

Em muitos dos Estados, além votar em candidatos ao Congresso e aos governos locais, os eleitores também participaram de referendos a respeito de cerca de 160 medidas.

Em um dos mais polêmicos, eleitores da Califórnia tiveram de decidir se apóiam ou não a legalização da maconha no Estado. Resultados parciais indicam que a proposta foi rejeitada.

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