Sakineh pode ser executada nesta quarta-feira, diz ONG que luta por sua libertação

Ashtiani, mãe de dois filhos, é acusada de participação no assassinato de seu marido e de adultério
Image caption Método de execução de Sakineh ainda é incerto, segundo ONG

Autoridades iranianas aprovaram a execução de Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por adultério e assassinato.

Segundo ativistas que trabalham por sua libertação, ela pode ser morta já nesta quarta-feira. O governo do Irã não se pronunciou.

Representantes da Comissão Contra o Apedrejamento afirmaram, no entanto, que o método usado em sua execução permanece incerto.

Em 2006, a iraniana havia sido condenada à morte por apedrejamento. Mas, no fim de setembro, o procurador-geral do país, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, disse que ela poderia ser enforcada.

Ashtiani, 43 anos e mãe de dois filhos, é acusada de participação no assassinato de seu marido e de adultério - o que é considerado crime no país.

Asilo

O caso ganhou repercussão internacional, com o Irã sofrendo fortes críticas por violar os direitos humanos. O Brasil chegou a oferecer asilo à iraniana, o que foi rejeitado pelo governo iraniano.

O ministro do Exterior da Grã-Bretanha, Alistair Burt, disse que qualquer ação para executar Ashtiani seria “totalmente inaceitável”.

A ministra das Relações Exteriores da União Europeia, Catherine Ashton, também opiniou sobre o caso, dizendo estar “profundamente preocupada”.

“A sra. Ashton exige que o Irã suspenda a execução e altere a sentença”, disse, em nota, o porta-voz da ministra. “Ashtiani corre o risco de ser executada por apedrejamento, um método particularmente cruel de execução, de tortura inaceitável.”

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