Revista 'Forbes' considera Dilma a 16ª pessoa mais poderosa do mundo

Dilma Rousseff durante entrevista coletiva em Brasília (Reuters)
Image caption Dilma ficou à frente de Sarkozy e Hillary Clinton na lista da 'Forbes'

A presidente eleita Dilma Rousseff foi considerada a 16ª pessoa mais poderosa do mundo em uma lista de 68 personalidades divulgada pela revista americana Forbes.

Dilma ficou à frente de nomes como o presidente da Apple, Steve Jobs (17º lugar no ranking), o presidente da França, Nicolas Sarkozy (19º lugar) e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton (20º lugar) e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu (24º lugar).

Em primeiro lugar ficou o presidente da China, Hu Jintao, seguido pelo presidente americano, Barack Obama, em segundo lugar. Em terceiro, ficou o rei da Arábia Saudita, Abdullah Bin Abdul Aziz Al-Saud.

A presidente eleita ocupa a terceira colocação entre as mulheres no ranking de mais poderosos, atrás apenas da chanceler alemã Angela Merkel (6ª mais poderosa) e da política indiana Sonia Gandhi (que está na 9ª colocação).

A colocação de Dilma é melhor que a alcançada pelo presidente Lula no ano passado. No ranking de 2009, Lula foi considerado a 33ª pessoa mais poderosa do mundo. O presidente não aparece na lista deste ano.

O empresário brasileiro Eike Batista, proprietário de uma série de empresas no ramo de mineração e petróleo, também está na lista, no 58º lugar.

Também figuram na relação alguns dos homens mais procurados do mundo - o líder da rede extremista Al Qaeda, Osama Bin Laden (57º lugar), e o chefe do cartel de Sinaloa, no México, Joaquin Guzmán Loera (60º lugar).

Os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, ocupam o 22º lugar, enquanto que o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, ocupa o 40º lugar, atrás do líder espiritual tibetano Dalai Lama (39º lugar).

Metodologia

A Forbes afirmou que os 68 nomes foram incluídos na lista porque, "de várias formas, estas pessoas moldam o mundo à sua vontade".

"Eles são chefes de Estado, importantes figuras religiosas, empreendedores e foras-da-lei."

A revista reconheceu que comparar o poder relativo de um grupo tão variado pode ser problemático, por isso disse ter analisado vários aspectos que, segundo a Forbes, podem ser determinantes para o poder de uma pessoa..

"Para chefes de Estado, analisamos a população (de seus países), para figuras religiosas, medimos o tamanho de seus seguidores, para os presidentes de empresas, contamos seus funcionários, e para figuras da mídia, consideramos o tamanho de sua audiência", informou a Forbes.

A revista também verificou se os nomes têm os recursos financeiros para exercer poder e tentou determinar se estas pessoas eram poderosas em mais de uma área, dando mais pontos para aqueles que conseguem projetar sua influência de várias formas.

Um exemplo dessa “influência múltipla” é Silvio Berlusconi (14º lugar), que ganhou pontos por não ser apenas o primeiro-ministro da Itália, mas também ser um bilionário da mídia e proprietário do time de futebol Milan.

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