Al-Qaeda reivindica envio de explosivos interceptados em aviões

Pacote interceptado continha fios e pó branco (AFP)
Image caption Pacote interceptado no Iêmen continha fios e pó branco

O grupo extremista Al-Qaeda da Península Arábica afirmou nesta sexta-feira ser o responsável pelo envio dos pacotes de explosivos interceptados na Grã-Bretanha e em Dubai, na semana passada, em voos que haviam partido do Iêmen.

Os pacotes estavam endereçados a sinagogas nos Estados Unidos.

A A-Qaeda reivindicou o envio das bombas em mensagens postadas em sites islâmicos, onde também disse que estava por trás da queda de um avião da transportadora UPS em Dubai, ocorrida em setembro. O acidente deixou dois mortos.

Em mensagem ao presidente dos EUA, Barack Obama, o grupo disse que continuará "a atacar interesses americanos e o interesse de aliados americanos".

Alerta

Os pacotes, que desencadearam alertas nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e no Oriente Médio, continham o explosivo PETN (tetranitrato de pentaeritrina).

Eles passaram despercebidos pelo serviço aeroportuário iemeninta e foram interceptados em 29 de outubro, depois de a autoridades sauditas terem sido avisadas de seu conteúdo por um ex-membro da Al-Qaeda.

Autoridades americanas já suspeitavam da Al-Qaeda e de Ibrahim Hassan Al-Asiri, suposto fabricante de bombas e um dos líderes do grupo militante na Península Arábica.

Asiri também é suspeito de ter feito a bomba usada em uma tentativa frustrada de ataque em dezembro de 2009 num voo entre Amsterdã e Detroit.

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