Ritmo de expansão da economia brasileira diminui, diz OCDE

Imagem de arquivo de colheita no Mato Grosso
Image caption Redução no ritmo de crescimento já fora observado em meses anteriores

O ritmo de crescimento da economia brasileira está em desaceleração, segundo dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgados nesta segunda-feira em Paris.

A medição de setembro do Indicador Composto Avançado (ICA ou CLI, na sigla em inglês), calculado pela OCDE, mostra recuos consecutivos desde maio no ritmo em que a economia brasileira avança.

A OCDE aponta, em contrapartida, que a expansão ganha força em países que se recuperam de recessões, como Estados Unidos e Japão.

A redução de ritmo é “moderada” em Grã-Bretanha, Canadá, França, Índia e Itália e “fortemente” acentuada em Brasil e China. A tendência já havia sido observada no mês passado.

Leia mais na BBC Brasil: Expansão econômica do Brasil pode estar perdendo fôlego, diz OCDE

O ICA se baseia em séries históricas de crescimento da produção industrial de cada país para calcular, mensalmente, as tendências econômicas dos 33 países da OCDE e de outros seis emergentes que não pertencem ao organismo. Não é uma medição de PIB, mas de tendência de crescimento.

O nível de 100 pontos é utilizado como referência para classificar a intensidade da atividade econômica dos países.

Os países que sofreram queda em relação ao último estudo e ficaram abaixo de 100 pontos recebem a classificação de “desaceleração”. Os que também tiveram diminuição do índice, mas permaneceram acima da barreira de 100 pontos, são considerados como em “leve desaceleração”.

Brasil e China são os únicos países avaliados a ficar abaixo dos 100 pontos (com 98,6 e 99,3, respectivamente) no relatório divulgado nesta segunda pela OCDE.

Ainda assim, o saldo brasileiro no ICA é positivo em 0,8 ponto percentual nos últimos 12 meses.

‘Divergências de crescimento’

A desaceleração não é a tendência predominante entre as economias, segundo o relatório da OCDE. O organismo destaca que o ICA para o mês de setembro mostra “divergências no ritmo de crescimento econômico dos países analisados”.

Com isso, a boa notícia vai para Alemanha, Japão, Estados Unidos e Rússia. Os ciclos de crescimento das economias dos quatro países “continuam em expansão”, informa o relatório da OCDE.

A economia alemã mostra que se recupera de maneira sólida da crise mundial, mantendo o ritmo de crescimento estável em setembro. Nos últimos doze meses, a Alemanha acumula a maior alta entre as economias analisadas, ao alcançar 105,8 pontos.

Com 102,4 pontos, os Estados Unidos têm uma “expansão estável”.

A Rússia é o único emergente a figurar entre os que devem manter um ritmo de crescimento sólido.

Entre os países que apresentam uma “leve desaceleração” do ritmo de crescimento de suas economias, a OCDE cita Grã-Bretanha e França. Mas o ritmo de expansão de ambos se mantém acima da barreira dos 100 pontos.

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