Grã-Bretanha

Estudantes entram em choque com a polícia em protesto em Londres

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Estudantes britânicos entraram em confronto com a polícia nesta quarta-feira, em Londres, durante protestos contra um aumento nas taxas anuais de empréstimos estudantis cobradas pelas universidades da Inglaterra.

Os manifestantes invadiram o prédio onde fica a sede do Partido Conservador (governista), e alguns foram até o topo do edifício. Outros puseram fogo em cartazes na rua, em frente ao local.

A marcha – que em outras regiões da cidade ocorreu de forma pacífica – reuniu estimadas 45 mil pessoas, segundo a União Nacional de Estudantes.

Repórteres da BBC no local relatam que projéteis foram jogados contra a polícia. Segundo a polícia britânica, nove pessoas, entre policiais e manifestantes, foram parar em hospitais por conta de ferimentos.

O plano governamental é cortar o orçamento para a educação superior em até 40% e eliminar as bolsas para professores, salvo as de ciência e matemática.

Outros custos devem passar a ser financiados pelo aumento nas taxas dos empréstimos estudantis, que seriam elevadas a partir de 2012.

O piso das anuidades dos empréstimos passaria de 3.290 libras (R$ 8,9 mil) para 6 mil libras, e algumas universidades poderiam cobrar até 9 mil libras em “circunstâncias excepcionais” - se oferecem, por exemplo, bolsas e programas que incentivassem estudantes mais pobres a cursá-las. Segundo autoridades, o novo sistema é mais “justo”.

O empréstimo de anuidade poderá ser quitado quando o formando estiver ganhando um salário anual a partir de 21 mil libras.

‘Hipocrisia’

Protesto em Londres

Alguns manifestantes puseram fogo em cartazes na rua

O vice-premiê britânico, Nick Clegg, foi acusado no Parlamento de hipocrisia, já que, na campanha eleitoral, seu partido (Liberal Democrata, da coalizão governista) se opôs aos aumentos.

Clegg argumentou que os trabalhistas, agora na oposição, é que não criaram uma política de subsídios para as universidades.

Aaron Porter, presidente da união de estudantes, queixou-se que “o governo está pedindo aos estudantes que paguem três vezes mais por uma qualidade (de ensino) que provavelmente não será melhor e, talvez, pior”.

Ele disse que sua organização fará um abaixo-assinado pedindo uma eleição extraordinária para os cargos dos parlamentares que, durante a campanha, se opuseram aos aumentos nas anuidades e que agora estão defendendo a elevação da taxa.

No entanto, não existem leis atualmente que regularizem esses “recalls” parlamentares.

Ajuda aos ‘mais pobres’

O ministro de Universidades, David Willetts, defendeu o novo sistema de taxas, argumentando que ele será mais justo que o atual e que ajudará os estudantes mais pobres, já que os empréstimos poderão ser pagos depois que os formandos estiverem ganhando um salário a partir de 21 mil libras anuais (segundo as regras atuais, esses pagamentos devem começar quando o formando passa a ganhar salário de 15 mil libras).

“Estamos colocando poder nas mãos dos estudantes”, disse Willetts.

“O dinheiro irá para onde eles escolherem, mas eles só terão de devolvê-los quando se formarem e estiverem em empregos bem pagos. Espero que, no final disso, tenhamos um sistema universitário melhor do que o atual.”

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