Grã-Bretanha anuncia reformas em sistema de seguridade social

Iain Duncan Smith
Image caption Duncan Smith disse que o objetivo é garantir que o trabalho compense

O governo da Grã-Bretanha anunciou o que pode ser a reforma mais radical do sistema de seguridade social do país desde a Segunda Guerra Mundial.

O objetivo alegado da reforma é garantir que os britânicos sempre fiquem em melhor situação enquanto estiverem trabalhando, ao invés de pedir benefícios como seguro-desemprego, por exemplo.

Outro objetivo das reformas é punir aqueles que não queiram aceitar um emprego. Entre as propostas do governo está a aplicação de penalidades para pessoas que recusarem várias ofertas de emprego, além de estabelecer um limite para o total de benefícios que uma família pode receber.

Aqueles em condições de trabalhar que recusarem até três ofertas de emprego não podem pedir benefícios por três anos.

O governo afirma que pretende transformar os vários benefícios relativos a trabalho em um único benefício, chamado Crédito Universal, e que as medidas vão ajudar a cortar o grande déficit do setor na Grã-Bretanha.

O ministro do Trabalho e Aposentadoria, Iain Duncan Smith, disse nesta quinta-feira que milhões de pessoas estão "presas" aos benefícios e que o desemprego de longo prazo

Benefícios

As propostas incluem penalidades para aqueles que recusarem sistematicamente ofertas de emprego e um teto para limitar a quantia máxima que famílias podem receber, somando diferentes benefícios.

Duncan Smith, disse que o sistema atual é muito complexo, caro para ser administrado, passível de ser fraudado e não ajuda a volta das pessoas ao mercado de trabalho ou trabalhar mais.

O ministro afirma que ninguém receberá menos com o novo sistema, que deverá ser posto em prática a partir de 2013.

Ele disse que 70% dos novos empregos criados durante o longo e recente período de prosperidade econômica foram para trabalhadores estrangeiros enquanto 4,5 milhões de britânicos continuam a viver de benefícios.

O analista político da BBC Norman Smith disse que o governo acredita que "muitas famílias não trabalham há gerações e condenam portando suas crianças a vidas de pobreza e sem perspectiva".

"A forma como combatem isso, eles acreditam, é encorajando e, se preciso, forçando as pessoas a voltar a trabalhar", diz ele.

No entanto, críticos afirmam que as medidas vão afetar os mais pobres e vulneráveis.