América Latina

República Dominicana registra primeiro caso de cólera

Muitos haitianos culpam soldados nepaleses da ONU de levarem o cólera ao país.

No país vizinho do Haiti, mais de mil pessoas já morreram pela doença

Autoridades de saúde da República Dominicana informaram nesta terça-feira que um cidadão do Haiti, residente no país, é o primeiro caso de cólera registrado desde o início da epidemia no país vizinho.

Segundo o ministro da Saúde dominicano, Bautista Rojas Gómez, o operário Wilmore Lower, 32 anos, está internado em uma clínica privada na cidade de Higüey, capital da província de La Altagracia. Exames confirmaram o diagnóstico de cólera.

O ministro afirma que o operário mora na República Dominicana com um visto de trabalho. De acordo com Rojas Gómez, o paciente possivelmente foi infectado ao viajar a seu país no dia 31 de outubro, para levar dinheiro a familiares.

Rojas Gómez disse que o governo vai intensificar as medidas de prevenção para evitar novos casos de cólera na República Dominicana.

O Haiti vive uma epidemia de cólera desde outubro. Nesta terça-feira, o Ministério da Saúde do país informou que mais de mil pessoas já morreram vitimadas pela doença.

Muitos haitianos culpam soldados nepaleses da Minustah (missão de paz da ONU no Haiti) de levarem o cólera ao país. Na segunda-feira, um integrante da Minustah matou pelo menos um manifestante que participava de um protesto em Cap Haitien, a segunda maior cidade haitiana.

A ONU confirmou que o tipo de cólera verificado no Haiti é o mesmo existente no Nepal, mas diz não ter encontrado provas de que seus soldados sejam os portadores da doença.

Causas e tratamentos

O cólera é causado por uma bactéria transmitida por água ou alimentos contaminados, causando febre, diarreia e vômitos, levando à desidratação severa, e pode matar em 24 horas se não for tratada. No entanto, a doença pode ser controlada facilmente por meio da reidratação e de antibióticos.

Muitos haitianos não têm acesso à água limpa, sabão e saneamento adequado. Há receio de que o cólera se espalhe pelos acampamentos de sobreviventes do terremoto ocorrido em janeiro, onde vivem 1,1 milhão de pessoas.

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