Governo afegão pode assumir controle do país em 2014, diz Pentágono

Segundo o porta-voz Geoff Morrell, o limite de 2014 é um "objetivo ambicionado".
Image caption Afirmação ocorre um dia antes do início de cúpula da Otan, em Lisboa.

Um dia antes do início de uma reunião de cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), um porta-voz do Pentágono afirmou nesta quinta-feira que o governo do Afeganistão deverá assumir a segurança do país no final de 2014.

Segundo o porta-voz Geoff Morrell, o limite de 2014 é um "objetivo ambicionado", mas ressaltou que esta data não é um limite para a saída das tropas ocidentais.

O presidente afegão, Hamid Karzai, já se referiu anteriormente ao ano de 2014 como um limite para que as forças da Otan entreguem o comando da segurança no país.

Nesta sexta-feira, terá início em Lisboa (Portugal) uma reunião de cúpula entre as 28 nações integrantes da Otan, na qual os líderes esperam chegar a um "novo conceito estratégico" para definir como o grupo deve encarar ameaças na próxima década.

Segundo a correspondente de defesa da BBC Caroline Wyatt, a expectativa é que os diálogos de Lisboa moldem o futuro da Otan em uma época de cortes de orçamento e desafios crescentes para vários países do mundo ocidental.

Assegurar uma transição viável no Afeganistão, segundo Wyatt, é chave para a credibilidade futura da aliança militar ocidental.

Desafio subestimado

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, afirmou que a aliança "subestimou o desafio" no Afeganistão - país onde são combatidos militantes do Talebã e da Al Qaeda - mas se mostrou confiante de que o grupo agora encontrou o caminho certo.

"Estou muito otimista para a nossa operação no Afeganistão e nós vamos fazer um anúncio positivo em Lisboa - de que a entrega (do Afeganistão) está prestes a começar", disse Rasmussen ao jornal português Renascença.

Há cerca de 120 mil soldados de vários países participando da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, sigla em inglês), comandada pela Otan no Afeganistão.

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, irá se juntar ao encontro de líderes no sábado, tornando-se o primeiro chefe de Estado russo a participar de uma cúpula da Otan desde o conflito de seu país com a Geórgia, em 2008.

A reunião de cúpula também deve debater propostas para mudar a estrutura de comando da aliança, na tentativa de reduzir a burocracia e conter gastos.

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